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INQUIETO

"Mas sigo o meu trilho. Falo o que sinto e sinto muito o que falo - pois morro sempre que calo." (Affonso Romano de Sant'Anna_Que País é Este?)

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

O poeta

*Poesia de Anderson Moço

Tudo se justifica porque eu sou poeta
Se falo baixo ou grito palavrão
Se danço tango ou requebro
Se sou magro ou como muito
Se sou preguiçoso ou tenho saúde de ferro
Se sou cantor ou desafinado
Se falo bonito ou me desespero

Tudo se justifica porque eu sou poeta
Se amo de noite e durmo de dia
Se vou pra longe ou volto pra casa
Se abraço um amigo ou leio um livro
Se sou socialista ou comunista

Tudo se justifica porque eu sou poeta
Meu jeito, minha falta de jeito
Meu sexo, minha falta de amor
Meu sonho, minha falta de respeito

Em mim não há pecados
Não há defeitos
Por que eu sou poeta


Poesia de Anderson Moço

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