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INQUIETO

"Mas sigo o meu trilho. Falo o que sinto e sinto muito o que falo - pois morro sempre que calo." (Affonso Romano de Sant'Anna_Que País é Este?)

terça-feira, 12 de setembro de 2006

Deveria esquecer

*Poesia de Anderson Moço

A cada dia trago em mim um arrependimento novo
Pelo que fiz ou deixei de fazer
Pelos olhos que viam o chão
quando deveriam olhar outras bocas
Meu arrependimento é maciço
Intenso como diamante
Constante como o tempo
Eterno como minha dor

Gostaria de serrar os olhos
Me esquecer quem fui
E nunca mais me lembrar quem sou

Meu arrependimento é como o fogo
Me destrói a alma
E me deixa vivo a me arrepender do próximo instante

Deveria amar mais
Ver flores que nascem para mim
Ver sonhos que se erguem como ondas
E se quebram na praia de minhas ilusões

Deveria esquecer
Só os que esquecem podem ser felizes

Um comentário:

  1. Olá, Dê!

    Já cansei de ouvir bons comentários a respeito do seu trabalho na Abril! Parabéns e sucesso! Espero vê-lo o mais breve possível e continuar a ler seus versos com a curiosidade fugaz de uma criança!

    Grande abraço!

    Almeida

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