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INQUIETO

"Mas sigo o meu trilho. Falo o que sinto e sinto muito o que falo - pois morro sempre que calo." (Affonso Romano de Sant'Anna_Que País é Este?)

terça-feira, 19 de setembro de 2006

Vida que me abate

*Poesia de Anderson Moço

Um dia acordei e tudo havia mudado
O que eram, deixaram de ser
Tudo estava estragado

Minha vida agora era sofrer
O homem já não mandava
A mulher já não sorria
O sonho não se realizava
A felicidade muito sofria

Quis gritar, correr, fugir
Quis achar o viver por vir
Mas era só sofrimento
O amor era vago de sentimento

A criança chorava o medo
O jovem matava o novo
O dia acabava cedo
As lágrimas cobriam o rosto

Tudo era pobre de emoção
O riso, o choro, a canção
O amor, a raiva, a resignação

O poeta lamentava a perda
O amante o seu coração
E a vida seguia em sua devastadora intenção

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