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INQUIETO

"Falo o que sinto e sinto muito o que falo - pois morro sempre que calo." (Affonso Romano de Sant'Anna_Que País é Este?)

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Não conheço

Eu não conheço a felicidade,
mas a tristeza me conhece,
muito bem.

Não conheço a cidade,
mas as ruas do meu bairro
me perseguem.

Não conheço a solução,
mas, os problemas da questão,
eu inventei.

Não conheço o que mereço,
mas me despir do desprezo,
eu não sei.

Eu não me conheço,
mas carrego apreço
pelas batalhas que travei.

domingo, 19 de agosto de 2007

Iguais demais

A sensação de superar sua natureza
é inerente a qualquer ser vivo.
Sobressalta-se com sua proeza
e menospreza os outros, lascivo.

Se estivesse sem essa sensação
não teria motivos, não haveria razão
para superar de supetão a tristeza
e transformá-la em eterna certeza.

Pode ser considerada a magia
a fazer, de sua oratória, hipocrisisa
pois, pensam diferir dos demais.

Só que isso outros também pensam
e preenchem-se com pretensão.
E os deixam, então, mais iguais.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Condenação Terminativa

As minhas atribuições esquecidas
pelos responsáveis da autarquia
deixam as esperanças embebidas
numa solução que eu teria um dia.

Eu mesmo tentei arguir o contrário,
às suposições de desfalque ao erário.
Porém, temos mesmo de reconhecer:
os seus atos visam, apenas, o enriquecer.

Despacharam sua condenação terminativa
e a sua atitude, um tanto evasiva,
vai acabar o levando atrás das grades.

Não há o que possa lhe absolver.
As rezas a que deve, agora, se ater,
se destinam a juízes e, não, a frades.


segunda-feira, 6 de agosto de 2007

www Eu e Vc

Se os pensamentos estivessem na net,
seríamos um só gosmento chiclete.
Os desvarios múltiplos da sua telha
despertariam outra nova centelha.

Se pudéssemos estar com qualquer um,
causaria um estranho zunzunzum.
Esse barulho o deixaria débil
e o teu corpo em estado febril.

Ou poderíamos ter o conforto
de estarmos em junção absortos
e ter em todos nosso pensar.

Dá pra ser assim. Há de ser.
Dáblio, dáblio, dáblio EUEVC
Clique duas vezes para entrar..

sábado, 4 de agosto de 2007

Saca só essa parada_Tinindo e Trincando

Entra errada a batida,
dá treta errada invertida,
em meio ao barulho e mordida.

-Decido, decide, decida!!!
- Eu não acho a saída.

-Abaixa o topete Prequete não trete.
só com o flerte, a parada se inverte.

-Saca só essa parada...
É gostoooooosa,
é engraçaaaada!
É um conto de fada?
É uma treta danada,
Aquela safaaaaada...

O presságio, o ágio, o pedágio?
O bolso ta frágil?
-Mãos para o alto,
é um assalto!
-Não reajo.

Está enterrada a batida perdida,
em meio ao barulho e mordida.

domingo, 29 de julho de 2007

Discussionário

O quê te vens à cabeça
Quando te prensas se pensas?
Se remoeres o universo,
Coloque-o em estrofes e versos

Pra dispensares a amargura
Precisas usar tua bravura
Começa a construir estrutura
Pra suportares as ranhuras

Solta teu tufão então
Tem fé na onda neural
Ao juntares esquecidas secções
E transformá-las em nobres conexões

É dessa forma o nascer das feições
E a aquisição, pelos pés, das trações
Inicia-se um mexer-cavalgar
A essência do seguir-caminhar
.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Hipocrise

Putas em promoção
Hippies comercializando
Padrecos de baixo-calão
Ávidos, no comando

Prole de otários
O mole aos malvados
Tiram os salários
dos mal informados

Patrão traiçoeiro
Bobo tristonho
Cavalo rampeiro
Sustentam os sonhos

Súditos mal criados
Conduzidos pela moral
Rebelião dos endiabrados
Pra retornar ao normal

terça-feira, 17 de julho de 2007

Sucinto

Sinta só Cynthia Sutil:
"Não insista para que persista"
Esse assunto que surtiu
é um acinte ao que sinto
Sinto ser sucinto,
é efeito do absinto

quarta-feira, 11 de julho de 2007

À Cynthia em centímetros

Sente Cynthia Cintilante.
Consente ao soneto um instante.
Está tudo no estatuto:
só és Sutíl se eu for astuto

Sentia satisfação incessante.
Incidia esse dia estonteante.
Só me assusta um assunto:
Apetece eu estar puto?

Apaixona-te por mim.
Se engana se atuas.
dize-me tu um breve sim.

É assim que te situas:
Sinto só a ti em mim
Diz: sou só, Sim, Tua!

quinta-feira, 5 de julho de 2007

À Disposição

Eu vou ser o seu vizinho.
Vou estar de manhã à sua porta.
Quero entrar na sua casa de mansinho,
Pra sentir o sabor da sua boca.

O seu beijo é o Deus do meu pomar.
Sua doçura ameniza o amargor
do dia-a-dia só de lhe visitar.
Minha face mostra logo seu rubor.

Quero estar, aqui, sempre perto
da mulher que suga meu afeto
e me deixa, inteiro, estremecido.

Meus relativos vão sentir inveja.
Esse carinho, tem gente que almeja.
Mas vai ser só seu, enobrecido.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Mugunzá

Vejo vivo nos olhos
seu pedido aos joelhos.
A ternura na  lágrima
faz falh`o diafragma

As suas intenções são nobres,
têm ímpeto de levar aos pobres
condições justas de trocar
e aprender a peitar as tropas.

Esteja atento, agora, aos meios
que os homens, tão cheios,
explodem em desproporção

Você submergiu no seu mundo
e crê estar certo e profundo,
mas se afoga nessa confusão.

sábado, 16 de junho de 2007

Enternecer

Preciso balizar a diplomacia
pois, todas vantagens que a aprazia,
se perderam na pouco sugestionável
mulher, sensata ao inquestionável

Tenho, mesmo, aspirações maiores
de trazer-lhe todo dia as flores.
Clamar por sua indulgência
E me fazer sua nobre vigência

Aguardo, ansioso, o lapso
que lhe trará em colapso
para nossa fusão verter

Do fuso saltará a faísca
que explodirá a conquista
de nosso eterno enternecer


quinta-feira, 14 de junho de 2007

LUmiLária

Ei, coloquei sua LUminária na minha mesa
Posso te dizer, ela é firmeza
É uma boa operária pra cabeça
Solução de que, no escuro, não enlouqueça

Quando a sua sensação me pesa
E a sua ausência a mente lesa
Sua luz torna-se presente
E diz ser eu, de novo, onipotente

Faça toda essa ofuscação
Em raios luminosos em direção
Ao que considere meu ideal
Para tanto, torne-se real

Acendo-me ao me entregar a ti
Pois, todas as vezes em que repeti
O BEM que você me faz
Não foram, ainda, vezes por demais.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Te odiei com amor, me amou com ódio

Não precisa de um psiquiatra
Um manicômio não a aceitaria
Precisa de alguém que a mal-trata
Que se incomode com essa putaria

Várias vezes estivemos perto,
Mas nunca daria certo
Agora, proclamo com ardor
Meu amor: meu dissabor

Me fez despejar palavras
As quais pronunciei sem travas
Me amou com ódio um ano
Ingênuo, ao invés de insano
Te odiei com amor um ano
Ingênuo, ao invés de insano

Várias vezes estivemos perto,
Mas nunca daria certo
Agora, proclamo com ardor
Meu amor: meu dissabor

Me confessou sua inocência
Me jurou o alto do pódium
Te odiei com amor, me amou com ódio

terça-feira, 5 de junho de 2007

Tu és doido

Tá tudo tiranizado na tribo
Traquejam nas entranhas o estribo
Se toquem que os toques da tourada
dão cornos esticados à manada

Atracam nossa vida em um tronco
e crêem sermos todos como um bronco
a triturarem tolices de suas tramas
e trcocarmos trotes pelas camas

Nossa trilha é dado incerto
das maravilhas desse reto
das Damas que fazem "muié"

Retires da terra tua estaca
ou tens tu a telha fraca?
Tu és doido, é?

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Para me enterrar

Onde eu vou plantar banana?
A terra é curta e o solo engana
Dá pra aprovar o meu projeto?
Negam antes de algo concreto

Tentei entender sua burocracia
pra resolver ao que à fome sacia.
Mas é um emaranhado descabido
que corta no talo o meu pedido

Alguém me salva nesse lote!
Já penso em comprar um bote
Para poder, daqui, escapar.

Essa terra que me deram é boa,
só que que fica todo tempo a toa
a espera de alguém para me enterrar.


sexta-feira, 25 de maio de 2007

As meias sujas sobre Saramago

Saiam sujeiras do santuário
São lixo sobre luxo literário
Não são bons modos, essas meias
Ocuparem o lugar das veias

Se soubesse Saramago
Desse fétido fator
Acharia um tanto vago
A omissão de um impostor

São cegos e melhor se enxergam
Mas não estrague o olfato
Ou os aromas o apagam

Melhore o seu mau-trato
Pois convidados que chegam
Vão preocupar-se com o fato

terça-feira, 15 de maio de 2007

A vida comê-la é...

A crítica é a tática dos céticos,
esses médicos da realidade imunda.
É grude dos enfermos frenéticos
e é muda quando a merda muda

São preenchedores de espaços vagos
e animam todo o animalismo
para costurarem os rasgos
do abismo em que meteram o jornalismo.

De todos os nossos sentimentos,
em quatro anos de tratamento,
os que mais valem pra vocação
é o Amor, o Ódio e a Paixão!

São três razões pra se indignar,
seja o que for que a gente fizer.
Juntando tudo, o que é que dá?
A vida comê-la é...

sábado, 5 de maio de 2007

Contrato Universal

Você firmou Contrato Universal
com atratividades de um recital.
Isso lhe traz a segurança branda
e tira as pedras do caminho por que anda.

Embora eu não saiba lhe dizer
se creio na verdade do seu ser,
só consigo lhe espiar com dor
por não ter seu tratamento de doutor.

Espero, em longos anos, apreender
sua receita que me faça encher
desse seu ar repleto de esperança.

Aceito, com ternura, os seus condimentos
que temperam, em terapia, os momentos
para ter o seu fôlego e pujança

Camaleão

A estrutura sustentadora ruiu
e um barro movediço surgiu
para me engolir na vertigem
de amarguras que me afligem

Agora, só me resta a incerteza
da existência de uma firmeza
nos pensares que tecem as teias
das ilusões mensageiras das peias

Apanho da queda a cada segundo
sou personagem de conto rotundo.
e essa angustia só me deixa puto!

Ela acaba com minhas vontades
e me aprisiona nas grades
que me deixam menos arguto

quinta-feira, 3 de maio de 2007

O teu som todas as manhãs

Quero ouvir tua voz todas as manhãs
e vais ser meu café depois das maçãs
vou gravar esse indelével som
e tatuar teu timbre no meu tom

O teu canto de pássaro me faz voar
ele perpassa em mim, em todo lugar
Um telefonema teu pode resolver
os barulhos brutos de me embrutecer

Eu bato as asas só já faz um tempo
e tento planar num sopro de vento
que me lava a fronte numa só rajada

A tua ausência só me atormenta
e a minha perna caminha lenta
se não ouço o teu canto de fada

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Amor selvagem

Nossa festa rompeu a noite.
Querer seu findar era açoite
ao extremo prazer descabido
que fez, das águas do rio, libido.

Não temos mais de contar os dias.
Não teve tempo em que não ardias
em meu corpo, por todas as partes,
o teu corpo prestes a um enfarte.

Na selva, não houve acasalamento,
nenhum, que explodisse em rebento
tal como o nosso fulgor o fez.

Amamos! À queda da cachoeira!
Às águas fluidas, à corredeira,
fluíram os pudores da tez.


Irregular

Que belezinha a boa vontade
de quem arde sem saber metade
do que deveria pra regularizar
as famílias vivas de plantar

Eles não sabem qual é o alarde
feito pelos culhões de verdade
que têm suas razões pra lutar,
mesmo sem a sensação de lar

Suas reuniões são falhas menções
de inusitadas que são intenções
para poder de vez se encalhar

Em suas vagas fixas eternas
só trazem o alento das terras
que aos clientes pode interessar

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Corrupção Provisória

Inventaram um imposto escandaloso
com um nome feio de lustroso
que tem a eternidade provisória
e cobra do povão a sua escória

Nos seus atributos de bondoso
o líder dos tributos é charmoso
pois, consegue todo dia a vitória
de apagar as lembranças da memória

As siglas ditas em tom pomposo
até parecem lhes trazer a glória
aos fiéis pagadores do povo

Não têm na sua mesa nem chicória
Mas, com qualquer tratamento amoroso
Esquecem os espólios da história

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Senhor rudimentar

Incrédulo Senhor Rudimentar aprenda
a usar as ferramentas de trabalho
do jeito que está você remenda
os trapos jornalísticos em escangalho

A tecnologia será sua nova prenda
para se livrar de ser um espantalho
Asno, você erra, mas se arrependa
de seu infindável enrolar falho

Isso não é uma confecção de renda
e não me peça respeito, caralho!
se nos olhos só tem uma venda

Você não passa de um velho paspalho
àquilo que lhe garante a merenda
e que chama toscamente trabalho

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Desacordo

O que quer da vida rapaz?
o que faz que o satisfaz?
Vê se toma jeito logo
e abaixa a chama desse fogo

Não me deixe em paz
que isso não se faz
acabe a saudade ou me afogo
é isso o que lhe rogo

O ranço diário é o seu capataz
e nisso, contigo, concordo
o que foi nunca será mais

Não haja mais desse modo
nesse enrosco que o leva pra trás
se não, desse sonho, eu acordo

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Meu mal

Ainda sinto estremecer a pele
quando em sua presença virtual
mesmo longe, sem que me rele
me toca fundo sua força vital
...................................................
O nosso encontro é drama de novela
e você não sente esse sal
Na minha língua, o seu gosto apela
Pra um velha sensação total
....................................................
Saber de sua existência gela
o meu peito de um jeito anormal
e não há como trazer calor da vela
...........................................................
que apagamos e jogamos no quintal
da nossa história que ofuscou a tela
Pintada por você meu bem, meu mal.

domingo, 1 de abril de 2007

PirilimpimPLIN

Posso te dizer PirilimpimPlin,
fostes um grande irmão pra mim
Eu queria te ter sempre do lado,
mas vais pra longe ser iluminado.

Tu amenizastes a dor da distância
das pessoas que amo de infância
e me deu ânimo para que agüente
árduas situações deste clima quente

Vás logo, mas volte pra contar
o que aprendeu em tua missão
Volte para ser nosso avatar.

Tenhas contigo minha gratdão
e minha mente vai te acompanhar
em qualquer ponto da imensidão

sexta-feira, 30 de março de 2007

Por trás destes olhos

O que passa atrás de teus olhos
que não sejam seus imbróglios?
Há algo inusitado em teu jeito
já tem dias sem levantar do leito.

As força usadas para se mexer na cama
esgotaram com as tentativas de quem ama
pra tentar solucionar um infidável drama
de quem vive na morte por que clama

Talvez, se não tivesse tanta altivez,
não perceberia a miséria que o assola
Seus pensamentos arrastam de uma vez
a alegria concedia a ele como esmola

Todos os dias há ofertas de créditos,
mas, não lhe emprestam a coragem
necessária pra lhe sustentar os débitos
que lhe meteram nessa fuleragem

quarta-feira, 21 de março de 2007

Contígua

Eu queria ter tido aquela noite
contigo,
mas nós vacilamos ao sairmos
do bar
Eu sei que faria um desgosto
a um amigo,
mas nos daria um prazer
descabido
se nos fizesse
gozar
sem parar
As pornografias que trocamos
no ouvido
nos realizariam num só farto
estalar
Eu tô na vontade de correr
perigo
E te fazer delirar,
devagar.

quinta-feira, 1 de março de 2007

NICOTINA

Um disparate parte meu senso
Povoa, como o ar, em consenso
Transita pela massa a toda hora
e é a insistência que vigora

Tamanha necessidade isso nos causa
E só pensamos em dar uma pausa
Os artifícios usados para te lembrar
são os malefícios fartos de tragar

Traga tua tenacidade a tona
E finja não vereres o algoz
Pois, quanto o vê, te retorna

A sua vontade o mói como noz
e torna-se sua grande matrona
pra calar a ferocidade de tua voz

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

O jogo ágil que lhe faz pensa

O trabalho na redação causa estranha reação nessas pessoas que convivem todo dia. O contato constante da rotina grava forte na retina as impressões do cotidiano.

Imagino como deve ser por anos em profusa relação. Se a curiosidade se propaga, torna-se amarga em alguma situação. As amizades amenizam o clima de confusão. E as ajudas que recebo em tempo trazem o alento de querer ficar. Para escrever o que for que eu ver. E, assim, daremos um jeito de dizer direito o que a um sujeito pode interessar. É o seu direito de escutar.

Há quem não consiga se adaptar, pois, há uma certa tensão no ar. Mas parece bom ter de agir no tom para estabilzar. E a união é que torna então tudo em bem-estar.

Ser repórter é não ter um norte em que acreditar. É preciso pensar, a cada dia, em um fato novo ao seu paladar. Eu não diria que faria, um dia, algo pra mudar. Por isso, temos que um tema tosco possa me barrar.

Todas as relações constantes são de incomodar. E mesmo assim, achamos os ditames pra conciliar. Esse trabalho é um jogo ágil de fazer pensar. Torne o desejo sua forma de mudar.

E o desejo é só um pretexto para ter o texto no lugar.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Tudo pode SER

Tudo que quiser fazer,
tudo que um homem faz,
você pode repetir em paz.
Tudo pode Ser!

Tudo pode permanecer,
até que entre em cartaz.
se disso você for capaz,
tudo pode acontecer.

Porque não tenta repetir,
o que os teu braços temem fazer?
Se treinar vai dissuadir,
tudo pode Ser!

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Olha o só

Passei um tempo pensando
em como te convencer do contrário.
Mas sei que as vezes
minha decepção me torna meio otário.
Assumo que sou extremamente sentimental
e que, às vezes, passo do exagero total.
Mas quero te dizer
um tanto de coisas que estão
na minha mente um tanto
difusas, pois não consigo entender
o que te fez esquecer uns tantos bons
momentos de sintonia
e desistir no meio desta sinfonia.

Queria cuidar de você, estar ao seu lado e
te apoiar em suas vontades.
Acho que sairíamos melhor do que esperávamos.
Entendo sua confusão,
que fez despistar nossa fusão,
mas saiba que quero fazer o quê
puder para que veja,
quando der,
que sou sua melhor solução.
Não entendo essa sua decisão,
sorrateira,
que em um instante,
soou como rasteira
e me derrubou das minhas ilusões.
Há soluções?

Gosto demais de seu filho
que sempre me faz entreter
e é o moleque que eu queria ter.
Mas se quiser posso te dar outros.
Isso é um pedido de reconciliação,
de reavaliação de sua postura para que entenda
minhas intenções de lhe fazer bem
em grandes porções.

Queria poder fantasiar com vc minha vida,
te dizer sem travas na língua
te quero perto de mim.
Quero SIM.
Me fez perceber,
te fazendo perder,
eu quero você.

Desculpe o exagero dos meus sentimentos de menino,
mas saiba que não os domino.

Era uma obra prima nosso encontro.
E não gostei nada desse ponto,
que espero, seja só ponto.
E não um ponto final.
Quero te reencontrar,
te fazer notar,
que meu carinho por ti é notável.
Quero saber se evitar falar comigo,
é um sinal de perigo e que devo me afastar...


Reescreva essa História

Estou me derretendo por você
Por que achei que daria certo,
Mas um raio me fez perceber
Que os meus dados estão incorretos
...........
Sentado sob o Grande Contador de Histórias,
Me deparei em mais um entreato da minha
Que fez de todas as minhas vitórias
O mais tolo conto da carochinha
...........
Não deixe este Épico se transformar em drama
De um peito profundo que te ama
Em todos os pontos das entranhas
.............
Deite de novo ao meu lado nesta cama
E reescreva em meus sonhos esta trama
Pra ser de novo a musa que me assanha
................................


Meu amor,
se estiver enjoada
de tanto sentimentalismo,
me peça pra parar,
pra desencanar de vez.
Por favor,
minha flor.

Amor à Margarida

Não sabia seu nome
Mas era o que parecia
Às vezes, me vem à cuca e some
E um broto a mais falecia
............
Era a planta predileta da perua
De fato suas cores combinavam
E fundiam em sua intercultura
Que era mais doce do que ostentavam
.........
Era traidora em suas cores vivas
Que de tão bela ficava lasciva
Pois, em dois dias terei de enterrá-la
..........
Já não admiro o que me reverbera
Já não dá vontade de empalhá-la
Já não rememoro o seu nome: Gérbera
........................

Vc sabe a fertilidade
que tem
essa mente inquieta,
que quando se aquieta,
é por não saber responder
o que vem a acontecer.
Adorava fantasiar com vc
os meus delírios.
Mas, a história que me parecia colírio
era a de uma mulher selvagem,
que no fim não demonstrou coragem
de fugir de suas amarras,
de mostrar suas garras.

Queria ter a solução mágica,
que fizesse minha perda
menos trágica,
mas não a tenho.
Espero que deixe de me deixar. Olhe pra si e
reconquiste o seu lugar.
Por mais que não consiga te fazer ver,
quero demais te agradecer
por me fazer um homem melhor
e é só.


Para te ter

Me esforcei para,
dentre todas as sinapses
achar, de súbito,
a melhor solução
Desta cabeça que ferve
Em colapso
Para te ter na minha revolução
.........
Procuro te fazer reagir
E com isso,
Terá de existir
De novo em ti
Razão pra lutar
..........
Vou te buscar
Da sua vida cômoda
E te levar pra Andrômeda
Pra te causar confusão
Pro cê achar sua razão
E entrar
Pra minha revolução

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Amor preciso

Eu preciso de amor
eu preciso de carinho
eu preciso de você do meu ladinho

Eu quero te dizer
que o EU em minha boca
é você que vai fazer
è você que a deixa louca

E que não SOU sem você
que sem você já me fui
Vem me fazer perecer
Eu sou o que me atribui

Eu preciso de amor
Eu preciso de carinho
eu preciso de você do meu ladinho

Eu procuro você, meu amor
e sua ausência traz dor
aos meus sentimentos rachados
que buscam ser encontrados

Preciso do seu amor
Preciso do seu carinho
Preciso você do ladinho

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

ParaLamentares do Sucesso

Vossa Excrescência, peço-lhe a palavra
para expressar, nesse recinto, uma petição:
vamos estimar a extinção das larvas
que se movem ferozmente na corrupção

nosso povo, infiel, a que represento,
mudou, de novo, sua posição
agora, querem lhe fazer presunto
uma carne de sucesso na alimentação

estão, todos, gastos de seus parasitas,
sanguessugas que lhes secaram a veia.
Querem devorá-los com batatas fritas
 e matar quem não lhes presenteia.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Ferrugem

Salpicaram um tempero especial,
Era um dia claro na Central.
E eu era claro em sua clareza
e a fiz inteira em minha beleza.

Não havia fardas em suas sardas,
que retiraram as emoções amargas.
Você foi o meu melhor gosto, mosto
mesmo que dissesse o oposto.

Tenho certeza do que você dizia
com seus olhares em demasia.
E os seus sorrisos me confirmaram
as intenções que as frases negaram.

Minha pimenta se dissolveu assim
e tenho de buscar no Piauí,
para poder a reencontrar
e os meus gostos poder resgatar.

Isadora das Dores

Adoro domar suas dores
e esfriar seus calores,
pois, penso em horrores
quando não vejo suas cores

Mostre-me suas cores
Isadora das Dores
Deixa dorar sua luz
Ela me adora e conduz

Quero poder lhe encontrar,
nos sonhos, em qualquer lugar,
pois, algo há de perpetuar

Mesmo longe de perpétuo
assinarei um decreto
para poder lhe adorar.