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INQUIETO
"Falo o que sinto e sinto muito o que falo - pois morro sempre que calo." (Affonso Romano de Sant'Anna_Que País é Este?)
terça-feira, 20 de junho de 2017
domingo, 18 de junho de 2017
Arengueiro
Olha
Olha pra lá
Olha além daqui
Olha o que não se vê
e vais entender por quê
sou assim
um estrupício
um pedaço sem fim
um começo do que não tem
fim
um desejo de ti
Venha pra cá
Venha me fazer feliz
deixa te fazer feliz
Eu vou brigar contigo,
mas cada briga
será
pra que tu
sejas
meu melhor abrigo
Minha casa
Minha prisão
e alforria
Olha pra lá
Olha além daqui
Olha o que não se vê
e vais entender por quê
sou assim
um estrupício
um pedaço sem fim
um começo do que não tem
fim
um desejo de ti
Venha pra cá
Venha me fazer feliz
deixa te fazer feliz
Eu vou brigar contigo,
mas cada briga
será
pra que tu
sejas
meu melhor abrigo
Minha casa
Minha prisão
e alforria
sábado, 17 de junho de 2017
Condenado à Fiambreira
A vida vai ceifar a sua vida
lamina por lamina...
O tempo vai cortar teu corpo
te desfazer todo
A alegria é uma faca fina
te constitui
e te dilacera
Mas não te poupes
tenho, aqui, no pensamento:
"o que pode ser morte
pode ser refinamento"
*argumento de Luís Lima
lamina por lamina...
O tempo vai cortar teu corpo
te desfazer todo
A alegria é uma faca fina
te constitui
e te dilacera
Mas não te poupes
tenho, aqui, no pensamento:
"o que pode ser morte
pode ser refinamento"
*argumento de Luís Lima
quinta-feira, 15 de junho de 2017
Ahn Hã
Meu doce,
prove meu segredo
o que há de sagrado
em meu medo.
Ponha sutileza em meu jeito
e me tranquilize.
Paralise
tudo o que não for seu cheiro.
Meu doce,
me dê sua palavra,
tão calma,
me dê seu silêncio,
sua alma.
Trace, comigo, um caminho
uma tática de paz
um plano para que o passado
nunca seja empecilho
para nada nesse mundo.
Meu doce,
vamos mergulhar fundo
que a vida é curta
e não há mais sentido
nisso tudo
que o seu
e o meu
absurdo.
prove meu segredo
o que há de sagrado
em meu medo.
Ponha sutileza em meu jeito
e me tranquilize.
Paralise
tudo o que não for seu cheiro.
Meu doce,
me dê sua palavra,
tão calma,
me dê seu silêncio,
sua alma.
Trace, comigo, um caminho
uma tática de paz
um plano para que o passado
nunca seja empecilho
para nada nesse mundo.
Meu doce,
vamos mergulhar fundo
que a vida é curta
e não há mais sentido
nisso tudo
que o seu
e o meu
absurdo.
quarta-feira, 17 de maio de 2017
Cloridrato de Diamantina
O dia mantinha
seu rumo
quando, de tardezinha
olhei
dentre os teus olhos
fundo
Depositei esperança
Uma aposta
decisiva
em teus lampejos
e cada um de Teus trejeitos
Treme tudo o que vejo
No tempo que tenho
Para estar contíguo
Te enxergo
Cego
Em meu peito
seu rumo
quando, de tardezinha
olhei
dentre os teus olhos
fundo
Depositei esperança
Uma aposta
decisiva
em teus lampejos
e cada um de Teus trejeitos
Treme tudo o que vejo
No tempo que tenho
Para estar contíguo
Te enxergo
Cego
Em meu peito
Tenho uma Casa
Do tanto que já andei por aí
Do tanto que vou andar
posso dizer, sem problemas
eu tenho um lar
Por mais que não tenha destino
Por mais que não tenha fim
posso dizer de estopim
tenho onde ficar
Mesmo que não saiba onde
Mesmo que não saiba quando
tenho que dizer agora
eu tenho uma casa
Do tanto que vou andar
posso dizer, sem problemas
eu tenho um lar
Por mais que não tenha destino
Por mais que não tenha fim
posso dizer de estopim
tenho onde ficar
Mesmo que não saiba onde
Mesmo que não saiba quando
tenho que dizer agora
eu tenho uma casa
segunda-feira, 15 de maio de 2017
Pérfuro Cortante
De uma lapada
uma secada em teu corpo
uma palavra
Em um instante só
num estalo
te separei
Numa carona dada
uma conversa curta
muito sentido
A tua resposta
machuca e corta
o meu destino
uma secada em teu corpo
uma palavra
Em um instante só
num estalo
te separei
Numa carona dada
uma conversa curta
muito sentido
A tua resposta
machuca e corta
o meu destino
sexta-feira, 5 de maio de 2017
quarta-feira, 3 de maio de 2017
Casa de Apostas
as equipas estão muito inconstantes,
os jogadores estão muito inconstantes
e os resultados são imprevisíveis.
Um gajo há de ganhar
qualquer coisa
pra saber o que fazes
Como ganhei de presente
a nuvem que me fez sentar
no banco de azulejos azuis e brancos
do outro lado da calçada,
na frente do coreto,
às margens do rio,
que assistiu passivamente
o escaldar dos nossos
últimos dois anos
As pombas
já quase bicam meus pés
por me pensarem morto,
um alimento inglório,
envenenado
de rancor e suor
E ainda penso nas sardas do seu rosto
que ainda me parecem constelações
de astros que fuzilam
o sentido do meu universo
E acima do Paralelo 38
tudo é receio
Já de volta à sacada
onde passo a maioria dos meus dias
De onde já não vislumbro
o semblante do mosteiro,
fábrica de frígidas,
tomo um cigarro
e o café
Já é outro dia,
já são outros tempos
O tempo tem outro clima
e outro, o mundo que vejo
Sentado
no alto da Rua da Alegria
na esquina da Couraça da Estrela
o frio caminha comigo
faz tremer as frias pernas
da estudante que passa
em seu traje negro
Já é outro sítio
Já é outro tempo
domingo, 23 de abril de 2017
#rancateta
Eu chupo
como se mundo
não houvesse
como se ninguém
me ouvisse
e de fato não se houve
Eu sugo
como se fundo
não tivesse
como se nenhum vaso
fosse raso
e, de certo, não há fim
Eu curto
como se o couro
não puxasse
e esticasse
toda minha pele
até a mim
como se mundo
não houvesse
como se ninguém
me ouvisse
e de fato não se houve
Eu sugo
como se fundo
não tivesse
como se nenhum vaso
fosse raso
e, de certo, não há fim
Eu curto
como se o couro
não puxasse
e esticasse
toda minha pele
até a mim
terça-feira, 18 de abril de 2017
Dou-me
Vou te contar um segredo:
- Eu tenho medo!
Tenho medo de sair
Tenho medo de não ser
Tenho medo de ser demais
e tenho medo de já não ser mais
Tenho medo de ser engolido
e engolir o mundo todo
Tenho medo de escapulir
e de estar sempre vindo
Tenho medo do mundo
Tenho medo de quase tudo
Tenho medo de você
Tenho muito medo de mim
Também tenho medo do escuro
Eu tenho medo do absurdo
por ter medo do buraco
que o medo deixa em mim
Vou contar pra você:
- Eu tenho, mesmo, medo do mundo
Mas me mete medo mesmo
a coragem que o medo me dá!
- Eu tenho medo!
Tenho medo de sair
Tenho medo de não ser
Tenho medo de ser demais
e tenho medo de já não ser mais
Tenho medo de ser engolido
e engolir o mundo todo
Tenho medo de escapulir
e de estar sempre vindo
Tenho medo do mundo
Tenho medo de quase tudo
Tenho medo de você
Tenho muito medo de mim
Também tenho medo do escuro
Eu tenho medo do absurdo
por ter medo do buraco
que o medo deixa em mim
Vou contar pra você:
- Eu tenho, mesmo, medo do mundo
Mas me mete medo mesmo
a coragem que o medo me dá!
sexta-feira, 7 de abril de 2017
sábado, 1 de abril de 2017
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
Liberatura
Nem a noite
e nem o sonho
te fizeram dormir
Nem o medo
e nem o drama
te fizeram sumir
Nem o riso
e nem o choro
te fizeram mentir
Não foi um grito
nem um sussuro
que te fizeram ouvir
Não foi o jeito
nem foi o modo
com que mostraram pra ti
Nem mesmo o texto
nem mesmo a letra
fizeram, a ti, redigir
Não tem carinho
não tem carícia
que te mate o prazer
Nem mesmo o cheiro
nem mesmo o som
fazem teu corpo tremer
Não tem destino
não tem desejo
que lhe ponha um câncer
Tem só segredo
tem saudades
do que te fazes ferver
e nem o sonho
te fizeram dormir
Nem o medo
e nem o drama
te fizeram sumir
Nem o riso
e nem o choro
te fizeram mentir
Não foi um grito
nem um sussuro
que te fizeram ouvir
Não foi o jeito
nem foi o modo
com que mostraram pra ti
Nem mesmo o texto
nem mesmo a letra
fizeram, a ti, redigir
Não tem carinho
não tem carícia
que te mate o prazer
Nem mesmo o cheiro
nem mesmo o som
fazem teu corpo tremer
Não tem destino
não tem desejo
que lhe ponha um câncer
Tem só segredo
tem saudades
do que te fazes ferver
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
Estrondo
Quis ser sua brisa.
Quis ser seu vento alísio
que tocasse a sua face
e que nos definisse.
Quis ser sua garoa,
fina e duradoura.
Quis ser chuva boa
que nos refrescasse.
Quis ser o seu éter
que lhe ventila e sustenta.
Quis ser um só pensamento
que nos conduzisse na reta.
Quis ser um suspiro
que acolhe e acalenta.
Mas acabei sendo medo,
raio, trovão e tormenta.
Quis ser seu vento alísio
que tocasse a sua face
e que nos definisse.
Quis ser sua garoa,
fina e duradoura.
Quis ser chuva boa
que nos refrescasse.
Quis ser o seu éter
que lhe ventila e sustenta.
Quis ser um só pensamento
que nos conduzisse na reta.
Quis ser um suspiro
que acolhe e acalenta.
Mas acabei sendo medo,
raio, trovão e tormenta.
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
3 dias sem fim
Enquanto eu gostar de você,
enquanto você gostar de mim,
tudo o que sinto é pra sempre
um futuro infinito sem fim.
Enquanto me quiser ver,
enquanto me disser sim,
o tempo vai se estender
e eu lhe ver a dormir.
Enquanto puder lhe abraçar,
enquanto se deitar aqui,
minha cama será seu lar,
meus planos são todos pra si.
Vai, volta para me ter.
Fica, vou ter com você.
Temos três dias para nos amar
e todo o resto para repetir.
enquanto você gostar de mim,
tudo o que sinto é pra sempre
um futuro infinito sem fim.
Enquanto me quiser ver,
enquanto me disser sim,
o tempo vai se estender
e eu lhe ver a dormir.
Enquanto puder lhe abraçar,
enquanto se deitar aqui,
minha cama será seu lar,
meus planos são todos pra si.
Vai, volta para me ter.
Fica, vou ter com você.
Temos três dias para nos amar
e todo o resto para repetir.
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
Mais Que Quando
Já que vamos ser amigos,
mais que amigos,
encha minha casa,
sirva minha taça,
beija-me no rosto.
Já que vamos ser amigos,
muito mais que amigos,
diga o que quiser,
o que lhe der prazer
num e n'outro ponto.
Já que amigos,
mais que amigos,
dê-me um abraço apertado
converse comigo
escute meu choro.
Já que vamos ser,
qu'eu lhe sinta em você,
que sejamos
mais que o quê
e quando.
mais que amigos,
encha minha casa,
sirva minha taça,
beija-me no rosto.
Já que vamos ser amigos,
muito mais que amigos,
diga o que quiser,
o que lhe der prazer
num e n'outro ponto.
Já que amigos,
mais que amigos,
dê-me um abraço apertado
converse comigo
escute meu choro.
Já que vamos ser,
qu'eu lhe sinta em você,
que sejamos
mais que o quê
e quando.
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
aGuenta
Se pudesse,
eu te desenhava,
pintava tuas cores,
destacava o relevo,
emanava teu cheiro,
me mexia por ti.
Se soubesse,
te escrevia na linha,
descrevia o que tinha,
te leria,
letra p o r letra,
todo teu texto.
Se quiseres,
nos comunicamos
por um sinal,
uma senha,
um sonho
ou engano.
eu te desenhava,
pintava tuas cores,
destacava o relevo,
emanava teu cheiro,
me mexia por ti.
Se soubesse,
te escrevia na linha,
descrevia o que tinha,
te leria,
letra p o r letra,
todo teu texto.
Se quiseres,
nos comunicamos
por um sinal,
uma senha,
um sonho
ou engano.
quarta-feira, 29 de junho de 2016
8 Finos
Quando eu saio
à noite
é sempre lua
CHEIA
Uma ou outra
EsTreLa
ME incendeia
ME chama
Deita sua LUZ
em minha
CAMA
me entrega pra
CADEIA,
e me ODEIA!
e me AMA
à noite
é sempre lua
CHEIA
Uma ou outra
EsTreLa
ME incendeia
ME chama
Deita sua LUZ
em minha
CAMA
me entrega pra
CADEIA,
e me ODEIA!
e me AMA
quinta-feira, 2 de junho de 2016
Para não partir
Atravessamos mares pra navegar nossos sonhos,
vencemos moinhos feitos de papel e carimbo
Subimos ladeiras e
subimos ladeiras
Seguramos a distância com um nó
na garganta,
transformado em laço por muitos dedos
Nos demos a mão,
mas queríamos abraços
e tivemos tantos
e tão apertados
que nos deixam marcas
Um conforto de se saber protegido,
um frescor para o suor.
Envergamos a cabeça,
reclinamos o pescoço,
desfolhamos cada livro, cada artigo
Viramos cada copo em ato contínuo
Ébrios, superamos nossos limites,
superamos outros limites
Ultrapassamos fronteiras
para nos achar em si
Gastamos palavras
Engolimos a noite
para, enfim, nos encontrarmos
espelhados nos olhos marejados
de um bom amigo
vencemos moinhos feitos de papel e carimbo
Subimos ladeiras e
subimos ladeiras
Seguramos a distância com um nó
na garganta,
transformado em laço por muitos dedos
Nos demos a mão,
mas queríamos abraços
e tivemos tantos
e tão apertados
que nos deixam marcas
Um conforto de se saber protegido,
um frescor para o suor.
Envergamos a cabeça,
reclinamos o pescoço,
desfolhamos cada livro, cada artigo
Viramos cada copo em ato contínuo
Ébrios, superamos nossos limites,
superamos outros limites
Ultrapassamos fronteiras
para nos achar em si
Gastamos palavras
Engolimos a noite
para, enfim, nos encontrarmos
espelhados nos olhos marejados
de um bom amigo
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Na bossa dos seus beiços
Na borda de um desfiladeiro
eu me seguro, eu me esgueiro.
Entranho nas raízes do seu medo
quando deito os sonhos ao seio.
Eu sei que já faz mais de mês e meio
que não procuro a sombra em seu cabelo,
mas tomo para mim sua água fresca
contando que se porte e se ofereça.
Orbita um mundo todo em sua boca
com gravidade forte, cê me provoca
à um mergulho em seu universo.
Só tenho apego mesmo ao seu pescoço
e giro em torno aos sons que oiço,
pois que em um doce beijo eu me desfaço.
eu me seguro, eu me esgueiro.
Entranho nas raízes do seu medo
quando deito os sonhos ao seio.
Eu sei que já faz mais de mês e meio
que não procuro a sombra em seu cabelo,
mas tomo para mim sua água fresca
contando que se porte e se ofereça.
Orbita um mundo todo em sua boca
com gravidade forte, cê me provoca
à um mergulho em seu universo.
Só tenho apego mesmo ao seu pescoço
e giro em torno aos sons que oiço,
pois que em um doce beijo eu me desfaço.
sábado, 20 de fevereiro de 2016
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
O que vier é Verão
Como o tempo que sou,
após o sol se por,
eu entardeço.
Como o clima que tenho,
mando a chuva
após o vento.
Com o frio que sinto,
eu formo gelo
e me contenho.
Passo e não percebo,
apago e escureço.
Eu não tenho nome
Solto as folhas no chão,
nascem as flores e ostento
e, de novo, eu queimo
após o sol se por,
eu entardeço.
Como o clima que tenho,
mando a chuva
após o vento.
Com o frio que sinto,
eu formo gelo
e me contenho.
Passo e não percebo,
apago e escureço.
Eu não tenho nome
Solto as folhas no chão,
nascem as flores e ostento
e, de novo, eu queimo
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Há de Haver
Onde houver conforto,
e houver carinho,
onde houver sorriso,
faz o seu caminho
Onde houver certeza,
e houver ternura,
onde houver beleza,
entra e se segura
Onde houver ouvido,
onde
houver conversa,
onde houver abrigo,
nada lhe atravessa
Onde houver silêncio,
e contentamento,
Se houver sentido,
prenda o pensamento
Onde houver razão,
houver desatino,
onde houver canção,
viva sem destino.
Onde houver tensão,
houver lamento,
não houver paixão,
saia de mansinho.
e houver carinho,
onde houver sorriso,
faz o seu caminho
Onde houver certeza,
e houver ternura,
onde houver beleza,
entra e se segura
Onde houver ouvido,
onde
houver conversa,
onde houver abrigo,
nada lhe atravessa
Onde houver silêncio,
e contentamento,
Se houver sentido,
prenda o pensamento
Onde houver razão,
houver desatino,
onde houver canção,
viva sem destino.
Onde houver tensão,
houver lamento,
não houver paixão,
saia de mansinho.
vAdia
A VIDA
AINDA
SURPREENDIA
NO DIA
DA DESPEDIDA
E MESMO NA
COVARDIA
O DIVERTIA
A VIDA
TÁ DIVIDIDA
EM DÁDIVA
E DÍVIDA
A SAÍDA
É DEIXAR
SENTIDO
EM SI
HÁ NADA
EM CIMA,
QUE ENSINA
COMO VIVE
A VIDA
SADIA
DESAPERCEBIDA
E MACIA
AINDA
SURPREENDIA
NO DIA
DA DESPEDIDA
E MESMO NA
COVARDIA
O DIVERTIA
A VIDA
TÁ DIVIDIDA
EM DÁDIVA
E DÍVIDA
A SAÍDA
É DEIXAR
SENTIDO
EM SI
HÁ NADA
EM CIMA,
QUE ENSINA
COMO VIVE
A VIDA
SADIA
DESAPERCEBIDA
E MACIA
Desompensado
Ainda não esqueço a Juliana,
não me esqueço da Amanda,
não se esquece assim.
Ainda não me esqueço da Renata,
não me esqueço por nada.
não me esqueço da Joana.
Ainda não esqueço a Beatriz,
não esqueço se me fez feliz,
não me esqueço da Soraia.
Ainda não esqueço a Adriana,
não se esquece o que engana,
não esqueço a Catarina.
Ainda não esqueço a Margarida,
não lhe esqueço querida,
não se esqueça de mim.
Ainda não esqueço o meu passado,
não esqueço o que me tem cuidado.
Mas agora, só há espaço pra ti.
não me esqueço da Amanda,
não se esquece assim.
Ainda não me esqueço da Renata,
não me esqueço por nada.
não me esqueço da Joana.
Ainda não esqueço a Beatriz,
não esqueço se me fez feliz,
não me esqueço da Soraia.
Ainda não esqueço a Adriana,
não se esquece o que engana,
não esqueço a Catarina.
Ainda não esqueço a Margarida,
não lhe esqueço querida,
não se esqueça de mim.
Ainda não esqueço o meu passado,
não esqueço o que me tem cuidado.
Mas agora, só há espaço pra ti.
Café para dois
Que as flores todas sejam rosas
Que todo amor seja dito
Que tudo seja isso
O que sinto por ti
Que os caminhos deem aqui
Que os desejos sejam feitiços
Que estejas comigo
Se estivermos juntos
Que os cheiros se sintam
Que os beijos tenham destino
Que se diga, que se grite
O que me desatina
Que te soltes
Que me tenhas
Que nos tenhamos
Que tudo nos seja pouco
Que este pouco seja tanto
Que nos seja bastante
Que nos encante
E que nos tenhamos pra si
Que um ponto sejam dois
Que teu café para nós dois
Que tua canção
Seja meu pão
E depois
Que todo amor seja dito
Que tudo seja isso
O que sinto por ti
Que os caminhos deem aqui
Que os desejos sejam feitiços
Que estejas comigo
Se estivermos juntos
Que os cheiros se sintam
Que os beijos tenham destino
Que se diga, que se grite
O que me desatina
Que te soltes
Que me tenhas
Que nos tenhamos
Que tudo nos seja pouco
Que este pouco seja tanto
Que nos seja bastante
Que nos encante
E que nos tenhamos pra si
Que um ponto sejam dois
Que teu café para nós dois
Que tua canção
Seja meu pão
E depois
Fetiche
Agora, já pode entrar em todos mares
Mergulhar todos olhares
Navegar no vento
no tempo
Pode deitar o seu intento
Já pode fluir
Agora, já tem mais que pazes
Abraços, beijos e lares
Já pode ser
Já pode sair
Pode voltar
E mais
Agora, já é seu sonho
Já pode viajar
E nunca retornar
Ao ponto
Em que se perdeu
Já pode se encontrar
Consigo
E conseguimos todos
Juntos
Um poucado a mais
E ainda pouco
Pode se encontrar
Aqui mesmo onde está
E muito além
Agora ja pode viver
Pode ser
E se deliciar
Mergulhar todos olhares
Navegar no vento
no tempo
Pode deitar o seu intento
Já pode fluir
Agora, já tem mais que pazes
Abraços, beijos e lares
Já pode ser
Já pode sair
Pode voltar
E mais
Agora, já é seu sonho
Já pode viajar
E nunca retornar
Ao ponto
Em que se perdeu
Já pode se encontrar
Consigo
E conseguimos todos
Juntos
Um poucado a mais
E ainda pouco
Pode se encontrar
Aqui mesmo onde está
E muito além
Agora ja pode viver
Pode ser
E se deliciar
terça-feira, 6 de outubro de 2015
Rabeira
Na beira da escada
A cada degrau
Na beira da estrada
Um passo a mais
Na beira do nada
Tem tudo acertado
Na beira de cada
Bueiro
Na beira se acaba
O passo atrás
Na beira desaba
O seu ideal
Na beira do barco
Navega
Na beira do seu
Litoral
Na beira de cada
Cabeça
Na beira de todo
Boçal
Na beira despenca
Uma pera
Na beira desanca
Seu mal
Na beira encontra
O caminho
Na beira não volta
Pra trás
Na beira de sua toada
Desiste de algo a mais
A beira de sua pessoa
Não tem mais final
A cada degrau
Na beira da estrada
Um passo a mais
Na beira do nada
Tem tudo acertado
Na beira de cada
Bueiro
Na beira se acaba
O passo atrás
Na beira desaba
O seu ideal
Na beira do barco
Navega
Na beira do seu
Litoral
Na beira de cada
Cabeça
Na beira de todo
Boçal
Na beira despenca
Uma pera
Na beira desanca
Seu mal
Na beira encontra
O caminho
Na beira não volta
Pra trás
Na beira de sua toada
Desiste de algo a mais
A beira de sua pessoa
Não tem mais final
domingo, 4 de outubro de 2015
Fadídica
Quando anoitecem os pensamentos,
quando se encontram os corações,
quando reunimos os destinos,
amanhecemos as intenções.
Quando caminhamos juntos,
quando dividimos emoções,
quando anunciamos nossas vidas
acalentamos a condição
Enquanto entardecemos nosso riso,
quando alguém nos dá a mão,
temos novo olhar e viço,
damos novo nome ao compromisso.
Enquanto chove em meu descanso,
quando já não há mais ilusão,
encontro pagamento ao meu serviço,
derreto a alegria em cada vão.
sábado, 19 de setembro de 2015
Atemporal
Te dou um beijo
e nao esqueço mais
desses dias
do teu cheiro
do teu peito
Te levo comigo
Afinal,
tenho um tanto de ti
Sou teu sujeito
indeterminado
Te tenho comigo
e aqui ao lado
estará sempre o sabor
da tua boca
do nosso encontro
No meu destino
e no teu
agindo
intempestivo
Por qualquer caminho
em algum trajeto,
és o meu moinho
que me destrói
e me revigora
Num último beijo,
Toda nossa história
e nao esqueço mais
desses dias
do teu cheiro
do teu peito
Te levo comigo
Afinal,
tenho um tanto de ti
Sou teu sujeito
indeterminado
Te tenho comigo
e aqui ao lado
estará sempre o sabor
da tua boca
do nosso encontro
No meu destino
e no teu
agindo
intempestivo
Por qualquer caminho
em algum trajeto,
és o meu moinho
que me destrói
e me revigora
Num último beijo,
Toda nossa história
domingo, 30 de agosto de 2015
Fenêtre
Construímos um mundo de mentiras chafurdadas em sorrisos deslavados, esfregados em nossa cara esfomeada.
Um mundo poluído de desejos, cheio de vontades e tão pouca satisfação.
Arquitetamos nossa rede de contatos bem talhados, todos muito bem informados sobre tudo e todos.
Montamos uma vitrine para o vazio, onde tudo é belo, mas inexistente. Onde o que se vê está longe do presente. Onde tudo tem sentido.
Formamos um consenso sedimentado na discórdia e na raiva, o que reforça a pobreza do mundo mesmo em que vivemos.
Vestimos nossas aparências da riqueza que não temos, damos ares, damos cores, damos cheiros, sem federmos.
Desfilamos nossa festa sem fim, onde bebemos sem cair, onde gozamos sem foder e rimos, eternamente, sem chorar.
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
CrossCountry
Já cansado,
depois de andar pelo planalto rochoso
de sua canela
Subir aos trancos
sua patela
e atravessar em passos pantanosos
por sedas coxas
Exaurido,
depois de escorregar
pela bacia,
planar suavemente
em sua barriga,
vislumbrar a paisagem
dos seus seios
Maravilhado
pelos contornos do pescoço
a dureza detalhada
do seu queixo,
morrer em longo beijo
Depois de usar
o seu cabelo como corda,
deslizar por suas costas
e amaciar-se em sua bunda
Descobriu uma caverna
de prazeres
Tão detalhada
cheia de vieses
onde deitou seu corpo
em várias vezes
depois de andar pelo planalto rochoso
de sua canela
Subir aos trancos
sua patela
e atravessar em passos pantanosos
por sedas coxas
Exaurido,
depois de escorregar
pela bacia,
planar suavemente
em sua barriga,
vislumbrar a paisagem
dos seus seios
Maravilhado
pelos contornos do pescoço
a dureza detalhada
do seu queixo,
morrer em longo beijo
Depois de usar
o seu cabelo como corda,
deslizar por suas costas
e amaciar-se em sua bunda
Descobriu uma caverna
de prazeres
Tão detalhada
cheia de vieses
onde deitou seu corpo
em várias vezes
sábado, 15 de agosto de 2015
PanaPaná
Não se vive muito
Não se vive muito bem
Mas se vive um pouco
e se voa um tanto também
Tem-se pouca beleza
Frente a tantos vinténs
Mas tem muitas cores
Preto, branco e desdém
Cheira em belos odores
e putrefatos sonhos de alguém
Pousa em muitas flores
onde o esterco fez seu porém
Pisa e preza as dores
do que lhe mata e mantém
A vida é serventia,
estraga a cada dia meu bem.
quarta-feira, 15 de julho de 2015
sentido
Eu passo ao fundo
em lhe fazer segura
e lhe pertenço
Em um segundo,
tem o absoluto
e me convence
Pois nesse mundo,
tem-se de tudo
e nada tem sentido
O meu estilo
é não ter estilo
e crença
em lhe fazer segura
e lhe pertenço
Em um segundo,
tem o absoluto
e me convence
Pois nesse mundo,
tem-se de tudo
e nada tem sentido
O meu estilo
é não ter estilo
e crença
sexta-feira, 10 de julho de 2015
ReCorte
Trafega em seu
bom passo e porte
Seu terno novo
apara o corte
Disse o que houve
sem dar suporte
Ninguém lhe ouve
e o mira forte
Atravessa ao norte
Tem seu porquê
jogar com a sorte
Seu solo tido
estraga o trote
em que antevê
e o acode
Vai em pinote
buscar seu ser
Sacode o ar
em seu transporte
Pensa em saltar?
comporte-se!
bom passo e porte
Seu terno novo
apara o corte
Disse o que houve
sem dar suporte
Ninguém lhe ouve
e o mira forte
Atravessa ao norte
Tem seu porquê
jogar com a sorte
Seu solo tido
estraga o trote
em que antevê
e o acode
Vai em pinote
buscar seu ser
Sacode o ar
em seu transporte
Pensa em saltar?
comporte-se!
sexta-feira, 26 de junho de 2015
ORDEM DE SERVIÇO
Pelo poder afanado, conforme nascimento nunca questionado, ímpeto reconhecido, disposição acentuada. Consoante prenúncio anteriormente censurado, verbo silenciado, palavra engolida; no uso das atribuições nunca conferidas,
CONSIDERANDO que as pegadas não duram mais que meia hora na areia; que as ondas vêm umas atrás das outras; que o sol seca a chuva;
CONSIDERANDO que as conchas não decidem quem as pisam ou as prezam; que os tatuís servem de isca; que o robalo vira porção;
CONSIDERANDO que os rios vertem-se por curvas tortas; que as águas esquentam com os meses; que as cachoeiras secam;
CONSIDERANDO quando não há mais luz, chovem vagalumes; que o escuro não silencia o barulho; que os olhos se turvam;
CONSIDERANDO que as ancas encantam os passos e o pescoço segue o trajeto; que o rumo não cessa a ruína; que há tanto desmazelo;
DETERMINA-SE posição firme perante a vida; que as atitudes sejam de fato; que as palavras não sejam em vão.
Registrada; Publicada; CUMPRA-SE.
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Vai Vendo
Já tá na veia
nos envolvendo
Todo conhecimento
num estalo
do dedo
de qualquer sujeito
A tábua do consenso
do consentimento
de um só pensamento
No Conselho
do outro lado
do Planeta
há quem prometa
um encontro
entre um polo
e outro
O clima
já muda tanto
com o vento
Tem corrente
imponente
em todo canto
Um só mandamento
invade e arrebenta
num tom violento
uma causa
O espaço
do seu sofrimento
se encerra
Põe pra dentro
a fera
e o seu ferimento
em terra
nos envolvendo
Todo conhecimento
num estalo
do dedo
de qualquer sujeito
A tábua do consenso
do consentimento
de um só pensamento
No Conselho
do outro lado
do Planeta
há quem prometa
um encontro
entre um polo
e outro
O clima
já muda tanto
com o vento
Tem corrente
imponente
em todo canto
Um só mandamento
invade e arrebenta
num tom violento
uma causa
O espaço
do seu sofrimento
se encerra
Põe pra dentro
a fera
e o seu ferimento
em terra
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