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INQUIETO
"Falo o que sinto e sinto muito o que falo - pois morro sempre que calo." (Affonso Romano de Sant'Anna_Que País é Este?)
domingo, 28 de setembro de 2014
sábado, 27 de setembro de 2014
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
iLuSão
Nem te conheço,
mas já te sinto nas mãos.
Não sei tua feição,
mas te suponho no sonho.
Eu não sei quem tu és,
mas te tenho
___________ILUSÃO...
Nem sei o teu nome,
mas já te dou apelidos.
Não sei o que pensas,
mas te imagino poemas.
Eu não escuto tua voz,
mas silencio os
_____________SUSSURROS.
Nem sei onde vives,
mas já te trago adereços.
Não conheço tua rua,
mas já transito teu seio.
Eu não vejo teu quarto,
mas teu lençol,
_____________INCENDEIO!
Engenho
em que me perdi?
O tempo passado,
sem estar aqui.
Por onde anda o tempo
dos meus anos?
O tempo vivido
sem encanto.
Por onde anda o tempo
do sonho roubado?
O tempo acabado
em sono profundo.
Por onde anda o tempo?
Por onde anda a vida?
Por onde ando eu,
perdido, sem rumo.
Por onde anda o tempo
das ondas viradas?
O tempo das pedras,
dos passos pisados.
Por onde anda o tempo
que me enrugou?
O tempo que leva
o que me sobrou.
Por onde anda o tempo
dos ventos soprados?
O tempo esquecido,
nunca mais lembrado.
Por onde anda o tempo?
Por onde anda a vida.
Pra onde √ai querida,
me leve daqui!
Descortine-se
Mas causa um incômodo repugnante despedir-se. Como quem fosse, deixasse de existir, como tivesse existido apenas ali naquele trecho, num lapso só.
Por vivermos tão sozinhos em um mundo tão cheio, no tempo em que despertamos para o encantamento da vida, impera a gana de compartilhar.
Ao se entregar aos outros, conhece mais a si. Passa a identificar no comportamento alheio, suas características. Tem sempre alguma coisa de você no jeito do outro.
Talvez isso torne tão duro partir. Separar-se é ver-se morrer um pouco. A vida que gostaria de ver refletida no próximo se esvai.
Conhecer e deixar-se conhecer é descobrir-se.
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