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INQUIETO

"Mas sigo o meu trilho. Falo o que sinto e sinto muito o que falo - pois morro sempre que calo." (Affonso Romano de Sant'Anna_Que País é Este?)

sábado, 22 de setembro de 2007

Amor sem temor

Quero um amor sem temor,
pois, prefiro o fogo da dor
à garantia inercial do gelo.
Por isso, lhe faço este apelo.

Deixe meu corpo em torpor.
Queime seu medo em louvor
para que tenha meu zelo.
Aposte suas fichas pra tê-lo

Já se disse que, para preservar,
só o fazemos por temer ou amar
e vejo em seus olhos, receio.

Vou nos unir em um lar,
fazer o seu medo acabar
e me afagar em seu seio.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Cafuzo confuso

Enquanto discursam seus ideais chulos,
despenderei meus termos fulos.
Enquanto realizam seus abusos,
a vida entra em desuso.

Parem com os pensamentos avulsos!
Parem de jogar fora seus recursos!
Comecem a fazer movimento obtuso,
ou entraremos em parafuso.

Caboclos, mamelucos e cafuzos confusos
espanhóis, africanos, indígenas e lusos.
Parem com os pensamentos avulsos!
Parem de jogar fora seus recursos!

Todos professam os mesmos discursos.
Todos querem freqüentar os mesmos cursos.
Ninguém quer transfigurar o percurso.
Ninguém quer inverter esse fuso.

Comecem a fazer seus planos!
Comecem os sensos insanos!
Parem com os pensamentos avulsos!
Parem de jogar fora os recursos,
ou entraremos em parafuso!

domingo, 9 de setembro de 2007

Nos seus cachinhos

Quero me enrolar nos seus cachinhos
e dizer na sua orelha em sons baixinhos.
Vou apreciar, com gosto, os seus efeitos,
 posso suportar, de você, todos defeitos.

O seu charme é essencial ao meu caminho.
Vou lhe enquadrar e colocar no meu cantinho.
As suas palavras são carinhos no cabelo
e o seu suspiro faz pirar meu pêlo.

Eu sei de suas, momentâneas, limitações,
mas não configura em nenhuma das infrações,
eu gostar de você e você, de mim.

Posso desacelerar minhas intenções
e limitar minhas atuais declarações,
pois, sei que teremos um ao outro enfim.