segunda-feira, 27 de abril de 2009

Qualquer um

Não sabe os ovos em que pisa.
Anda sobre os saltos, imprecisa.
Desliza.

Tudo que é vivo lhe estranha
e usa a todo modo a artimanha.
Apanha.

Em quase todas festas se isola
e olha ao largo seu olhar de esmola.
Embola.

O que se poderia esperar
se já não vai mais se controlar.
Azar.

2 pitacos:

Su disse...

muito bonito seu blog!

Ana Clara Otoni disse...

No seu isolamento pode-se estar em companhia de muitos - pensamentos, dilemas e fantasias. O outro, ali próximo, de carne e osso passa como mosca, que incomoda pela presença, mas logo se vai e cai no esquecimento.