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INQUIETO

"Mas sigo o meu trilho. Falo o que sinto e sinto muito o que falo - pois morro sempre que calo." (Affonso Romano de Sant'Anna_Que País é Este?)

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Completo Desconhecido


Por um tempo,
pouco tempo,
você vem indiferente,
com ares de distância e
com olhares de desejo arrogante
de quem nada alcança.


Com a frieza de um homem pedante
que vive na ilusão, de quarto em quarto buscando
a satisfação inquietante, vazia... iludido,

de nada...

Talvez de olhares falsos insinuantes diante...
De cada mundo escondido
por trás de cada rosto banido
Por camadas de vidro,
que te mostram um caminho,
talvez escolhido, talvez encoberto.


Pelo medo do próximo passo
sozinho.
Um completo desconhecido...
Jogado do sonho
sofrido.

Pela tristeza do agora não vivido
e do amanhã já passado
remoto...

Mais uma vez iludido, engolido pelo ego,
envelhecido de possibilidades passadas,
ultrapassadas, ultrajadas...
Ferido.


De novo e ainda o desconhecido.
Continua na luz baixa do quarto,também,
esquecido.

Alguém que clama pelo próximo
pedido, embaçado, indeciso,
sozinho...

Com a imensidão aos pés,
mas com o domínio impedido...
Trancado...


Encravado nos próprios sentidos
não sentidos.
Armado de tempo passado parado,
agora fechado.
Lacrado.

Impenetrável.
Inexistente.
Insaciável.
Apagado.

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