Páginas

INQUIETO

"Mas sigo o meu trilho. Falo o que sinto e sinto muito o que falo - pois morro sempre que calo." (Affonso Romano de Sant'Anna_Que País é Este?)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Poema da Batalha

Poesia de Gabriela Correa
Música de Thiago Correa



Sabes quando aperta-te o peito?
Angustiado permanece, preso
Tente respirar com todo este peso
Sufoca a alma e o orgulho
Pensas que quero ferir-te?
Machuco a ti e a mim

Equívocos são como pedras
Atingem a cabeça que se põe a ressoar
Vibração que arde, corta coração
Retalhos de sentimentos largados ao chão
Colho-me, varro-me.

Aspire meus erros e os jogue fora
Limpe os vestígios e lustre os absurdos
Com esforço talvez se tornem glórias

Procuro a fronteira que me separa da exatidão
Sou imigrante, não tenho permissão
Choco-me com a guarda, violentamente
Mas sou fraca, perco a batalha sangrenta
Dentre tanto sofrimento hasteio a bandeira da paz

Um comentário:

  1. Limpe os vestígios e lustre os absurdos...insisto neste verso

    ResponderExcluir