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INQUIETO
"Falo o que sinto e sinto muito o que falo - pois morro sempre que calo." (Affonso Romano de Sant'Anna_Que País é Este?)
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
Sevilha
Todos podem se virar
basta querer
Colocar os pés no chão
a cabeça nas nuvens
y volar
Todos temos um sol
para nos olhar
podemos olhar pra ele
a se por
e alvorecer
Em todo canto
em todo lugar
há espaço pra ser
mais que só você
mais que só o sol
mais
e mais
e mais
basta querer
Colocar os pés no chão
a cabeça nas nuvens
y volar
Todos temos um sol
para nos olhar
podemos olhar pra ele
a se por
e alvorecer
Em todo canto
em todo lugar
há espaço pra ser
mais que só você
mais que só o sol
mais
e mais
e mais
Malagueta
Ponha uma pimenta
no meu caldo
e me escaldo
Me aguenta
e te calo
Sei o que intenta
o que tens nas ventas
No es malo
Es buenissimo
que lo tenga
sin recato
no meu caldo
e me escaldo
Me aguenta
e te calo
Sei o que intenta
o que tens nas ventas
No es malo
Es buenissimo
que lo tenga
sin recato
Dos Carmelitas
De manhã
de manhãzinha
encontrei um céu no paraíso
Me deitei com isso
e tive uns momentos de prazer
Não sabia
que abaixo do nosso compromisso
não havia um tecido
que pudesse intrometer
Amanhã
ou qualquer outro dia
levanto nosso recato
e nos faço ser benditos
por todo tempo
de manhãzinha
encontrei um céu no paraíso
Me deitei com isso
e tive uns momentos de prazer
Não sabia
que abaixo do nosso compromisso
não havia um tecido
que pudesse intrometer
Amanhã
ou qualquer outro dia
levanto nosso recato
e nos faço ser benditos
por todo tempo
Silente
Se me poda
me consome
Mal sabe meu nome
e me manda calar
- Menos Daniel
menos
muito menos
E por querer tanto mais
não lhe dou mais nada
nem um centavo do meu ser
nem um átimo
nem um segundo
somente silêncio
e um abraço
frouxo
de despedida
me consome
Mal sabe meu nome
e me manda calar
- Menos Daniel
menos
muito menos
E por querer tanto mais
não lhe dou mais nada
nem um centavo do meu ser
nem um átimo
nem um segundo
somente silêncio
e um abraço
frouxo
de despedida
vděčný
me mechendo
lembro de tudo
lembro de ti
lembro de todo mundo
Sou grato a isso
por poder lembrar
e sentir isso aqui
essa satisfação
de ter vivido
nesses dias
o que não poderia viver
em um milênio
Em um mes
eu vivi
Mais que o mesmo
Convivi sem medo
e assim, sendo
sou supremo
por ter sido assim
por ser o rei
do meu reino
o leão da minha selva
o papa da minha igreja
o ser do meu jeito de ser
eu mesmo
@ Bouzov Castle
The orange coup
a cup can scoop,
a glass can pass,
but a heart
can't heal
A mark made a mess
in your heart
and nothing else
matters anymore
If I was trying to stay,
you said to me:
"Go away!"
Cause you can't
see my bass
beating
at the rithym
of your algorithm
About the things,
don't care
Just care
about our Coeur
a glass can pass,
but a heart
can't heal
A mark made a mess
in your heart
and nothing else
matters anymore
If I was trying to stay,
you said to me:
"Go away!"
Cause you can't
see my bass
beating
at the rithym
of your algorithm
About the things,
don't care
Just care
about our Coeur
Je Suis Ça
eu tinha tudo
e carregava tanto
já não preciso de nada
eu só preciso andar
Eu te buscava
e não encontrava
porque o peso tamanho
me impedia de olhar
para ti, para mim
e para o céu
Eu deixei tudo pra trás
já não tenho mais peso
sou uma folha, uma pena
que voa no vento
dos teus cabelos
e um dia
vai repousar
nos teus dedos
Vai sentir medo a menos
e nos teus apelos
vai ter um lar
vai ter um lar
Eu tinha tudo
e carregava tanto
Eu deixei tudo pra trás
e sem este peso
eu já posso voar
nos ventos
dos teus cabelos
eu posso voar
eu posso voar
nos ventos
dos teus cabelos
eu moro
eu moro lá
e carregava tanto
já não preciso de nada
eu só preciso andar
Eu te buscava
e não encontrava
porque o peso tamanho
me impedia de olhar
para ti, para mim
e para o céu
Eu deixei tudo pra trás
já não tenho mais peso
sou uma folha, uma pena
que voa no vento
dos teus cabelos
e um dia
vai repousar
nos teus dedos
Vai sentir medo a menos
e nos teus apelos
vai ter um lar
vai ter um lar
Eu tinha tudo
e carregava tanto
Eu deixei tudo pra trás
e sem este peso
eu já posso voar
nos ventos
dos teus cabelos
eu posso voar
eu posso voar
nos ventos
dos teus cabelos
eu moro
eu moro lá
My brown eyes
Você me dá esperança
e me tira
Você, comigo, dança
e me baila
Você tem swing nas ancas
tem algo que espanca
Você me ilumina
e escurece
Você me origina
e me desconhece
You have my brown eyes
and don't recognize it
e me tira
Você, comigo, dança
e me baila
Você tem swing nas ancas
tem algo que espanca
Você me ilumina
e escurece
Você me origina
e me desconhece
You have my brown eyes
and don't recognize it
The Brain Book
Premero, se passa el tiempo
despues la salut
y, ahora, la vida
Pues, viva!
Completamente
todas las cosas
cada cosita
Tá tudo na cabeça,
dans la tete
Haga lo que puedes
y viva
La felicita de vivere
and be all in one
Já que: one thing is another
I am you
you are me
and we
together
are everything
Me llama a su mundo
y giramos
desde el bigbang
hasta el fin de tudo
despues la salut
y, ahora, la vida
Pues, viva!
Completamente
todas las cosas
cada cosita
Tá tudo na cabeça,
dans la tete
Haga lo que puedes
y viva
La felicita de vivere
and be all in one
Já que: one thing is another
I am you
you are me
and we
together
are everything
Me llama a su mundo
y giramos
desde el bigbang
hasta el fin de tudo
Gérmem
De você,
em mim,
não restam só
as bitucas
no bolso esquerdo
das calças e dos shorts
Não restam apenas
as palavras
doces e amenas,
os olhos verdes,
as pernas grossas,
A altura inalcançável
De você,
em mim,
não resta
apenas um poema
uma estrofe
um só verso
Não resta
somente
um semestre
uma novela
uma novena
De você,
em mim,
não resta,
unicamente
a voz rouca
entoada em belas canções
ritmada em habilidosos debates
Não resta
de forma exclusiva
a imagem dos seus desenhos
ou a invenção dos meus sentimentos
De você,
em mim,
resta
mais que somente
a semente que plantamos
e que um dia há de germinar
há de germinar!
em mim,
não restam só
as bitucas
no bolso esquerdo
das calças e dos shorts
Não restam apenas
as palavras
doces e amenas,
os olhos verdes,
as pernas grossas,
A altura inalcançável
De você,
em mim,
não resta
apenas um poema
uma estrofe
um só verso
Não resta
somente
um semestre
uma novela
uma novena
De você,
em mim,
não resta,
unicamente
a voz rouca
entoada em belas canções
ritmada em habilidosos debates
Não resta
de forma exclusiva
a imagem dos seus desenhos
ou a invenção dos meus sentimentos
De você,
em mim,
resta
mais que somente
a semente que plantamos
e que um dia há de germinar
há de germinar!
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
coSIdo
Eu não bato panelas
nem formo panelinhas
Eu cozinho as ideias
às tempero com ervas
e as coloco na rinha
Eu não entoo hinos
não sustento vaias
Eu não bato palmas
deixo as mãos vazias
prontas para o tapa
Eu não defendo pessoas
não subverto liberdades
Eu formo convicções
por tê-las destroçado antes
e inventado universos
sob os meus prantos
nem formo panelinhas
Eu cozinho as ideias
às tempero com ervas
e as coloco na rinha
Eu não entoo hinos
não sustento vaias
Eu não bato palmas
deixo as mãos vazias
prontas para o tapa
Eu não defendo pessoas
não subverto liberdades
Eu formo convicções
por tê-las destroçado antes
e inventado universos
sob os meus prantos
terça-feira, 5 de dezembro de 2017
Si
Dentro do que pertenço,
meu pressentimento,
é que tenho pretenso
pertencimento
ao silêncio
Não o silêncio mudo das turbas
o silêncio sem desejo
Mas o silêncio do descanso
das vígulas,
que desencadeiam
o prosseguimento
O meu silêncio
é sempre sinal de continuidade
É pausa
nunca parada
É paragem
não a estação
Penso que pertenço ao silêncio
mesmo havendo em mim
todo o barulho
meu pressentimento,
é que tenho pretenso
pertencimento
ao silêncio
Não o silêncio mudo das turbas
o silêncio sem desejo
Mas o silêncio do descanso
das vígulas,
que desencadeiam
o prosseguimento
O meu silêncio
é sempre sinal de continuidade
É pausa
nunca parada
É paragem
não a estação
Penso que pertenço ao silêncio
mesmo havendo em mim
todo o barulho
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
Vida, Longa Vida
É assim que eu conduzo a vida.
São essas as curvas da esquina
O vento que toca o destino
sem entrada, e sem saída
Há precipícios, de início
Pula-se um passo, e o pessimismo
estende pontes com corda.
Me amarra e enamora
Todo atalho tomado é perdido,
um caminho sem sentido,
um rumo sem destino. E
no desmantelo, eu me materializo.
O perdimento dos meus sentidos
desenganados e desmentidos
enviesaram o quê sou constituído
No debate, há algum movimento
ocorre mudança e o tormento
faz jus ao que Vi, Vivi; e investigo!
São essas as curvas da esquina
O vento que toca o destino
sem entrada, e sem saída
Há precipícios, de início
Pula-se um passo, e o pessimismo
estende pontes com corda.
Me amarra e enamora
Todo atalho tomado é perdido,
um caminho sem sentido,
um rumo sem destino. E
no desmantelo, eu me materializo.
O perdimento dos meus sentidos
desenganados e desmentidos
enviesaram o quê sou constituído
No debate, há algum movimento
ocorre mudança e o tormento
faz jus ao que Vi, Vivi; e investigo!
sábado, 18 de novembro de 2017
Ataca e Ama
- Eu mudaria toda minha vida
pra ficar com ela.
- É serio, eu faria isso!
- Eu falando isso..
logo eu, falando isso!
- Você esperava isso?
- Que eu falasse isso?
(Quisesse compromisso,
sem o sumiço
que tem inventado
por qualquer caso.)
- Eu mudaria tudo por ela,
pulava da janela,
me trancaria atrás da porta.
- Não me importa,
tudo que for aorta:
sangre!
(Um tempo a mais
no sangue.)
- Eu viraria do avesso,
rezava ao contrário,
dobrava meu terço!
(Faz tudo pelo proveito,
que tem no peito.)
- Eu faço o que lhe for bom!
(sobe um tom)
(e se entorta...)
- Meu corpo, "compatriota",
comporta
a lama toda do mangue
e o enxame de outrora
assenhora
os temores da prece.
- Vem, regressa pra mim!
("O futuro não tem fim,
nem você sem mim".)
pra ficar com ela.
- É serio, eu faria isso!
- Eu falando isso..
logo eu, falando isso!
- Você esperava isso?
- Que eu falasse isso?
(Quisesse compromisso,
sem o sumiço
que tem inventado
por qualquer caso.)
- Eu mudaria tudo por ela,
pulava da janela,
me trancaria atrás da porta.
- Não me importa,
tudo que for aorta:
sangre!
(Um tempo a mais
no sangue.)
- Eu viraria do avesso,
rezava ao contrário,
dobrava meu terço!
(Faz tudo pelo proveito,
que tem no peito.)
- Eu faço o que lhe for bom!
(sobe um tom)
(e se entorta...)
- Meu corpo, "compatriota",
comporta
a lama toda do mangue
e o enxame de outrora
assenhora
os temores da prece.
- Vem, regressa pra mim!
("O futuro não tem fim,
nem você sem mim".)
quarta-feira, 16 de agosto de 2017
Dragonfly Eye-Brown
Quando eu mudei de país
larguei tudo para trás
foi só pra te ter
pra perpetuar
Eu me casei
me reproduzi
Tive uma filha
que se casou
e te apresentou ao mundo
e seu esposo,
nunca teu pai,
foi imundo
Te apagou a alegria,
te escureceu os dias
Não havia amanhecer em seus dias
"In the mornings, was no mornings"
Não havia lua à noite
Mas a sua força,
o nosso laço
te faz crescer,
resistir
e alcançar
Seja eu e você,
siga nosso passo
e vamos
pertencer
ao Espaço!
larguei tudo para trás
foi só pra te ter
pra perpetuar
Eu me casei
me reproduzi
Tive uma filha
que se casou
e te apresentou ao mundo
e seu esposo,
nunca teu pai,
foi imundo
Te apagou a alegria,
te escureceu os dias
Não havia amanhecer em seus dias
"In the mornings, was no mornings"
Não havia lua à noite
Mas a sua força,
o nosso laço
te faz crescer,
resistir
e alcançar
Seja eu e você,
siga nosso passo
e vamos
pertencer
ao Espaço!
terça-feira, 11 de julho de 2017
otró¶ico
Vou prum outro prédio,
pro sítio ao lado,
onde me encaixe.
Vem, vambora
tenho a minha história
- Dou Tora, Dotôra
Me ensina a aprender,
professora.
Leia meus poemas,
sente o sintoma,
convalesça
Onde estou agora?
Piso em que grama?
Quanto vale a grana?
O que lhe faz viver?
Já tem um tempo,
umas horas,
que não sinto por dentro
uma esmola
do que houve aqui
E, agora,
já não há mais glória,
razão pra existir
Vem, vambora
Tá frio lá fora
Vou te agasalhar
Me dá a mão,
dois beijos na face
um puxão de orelha
e uma foice
Foi-se o tempo
em que me deixava levar
Por ser leve
Sou mesmo levado
Eu tenho fogo no rabo,
não é mero detalhe
é um agrado,
o tempero do prato
Vamos almoçar?
pro sítio ao lado,
onde me encaixe.
Vem, vambora
tenho a minha história
- Dou Tora, Dotôra
Me ensina a aprender,
professora.
Leia meus poemas,
sente o sintoma,
convalesça
Onde estou agora?
Piso em que grama?
Quanto vale a grana?
O que lhe faz viver?
Já tem um tempo,
umas horas,
que não sinto por dentro
uma esmola
do que houve aqui
E, agora,
já não há mais glória,
razão pra existir
Vem, vambora
Tá frio lá fora
Vou te agasalhar
Me dá a mão,
dois beijos na face
um puxão de orelha
e uma foice
Foi-se o tempo
em que me deixava levar
Por ser leve
Sou mesmo levado
Eu tenho fogo no rabo,
não é mero detalhe
é um agrado,
o tempero do prato
Vamos almoçar?
terça-feira, 20 de junho de 2017
domingo, 18 de junho de 2017
Arengueiro
Olha
Olha pra lá
Olha além daqui
Olha o que não se vê
e vais entender por quê
sou assim
um estrupício
um pedaço sem fim
um começo do que não tem
fim
um desejo de ti
Venha pra cá
Venha me fazer feliz
deixa te fazer feliz
Eu vou brigar contigo,
mas cada briga
será
pra que tu
sejas
meu melhor abrigo
Minha casa
Minha prisão
e alforria
Olha pra lá
Olha além daqui
Olha o que não se vê
e vais entender por quê
sou assim
um estrupício
um pedaço sem fim
um começo do que não tem
fim
um desejo de ti
Venha pra cá
Venha me fazer feliz
deixa te fazer feliz
Eu vou brigar contigo,
mas cada briga
será
pra que tu
sejas
meu melhor abrigo
Minha casa
Minha prisão
e alforria
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