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INQUIETO

"Falo o que sinto e sinto muito o que falo - pois morro sempre que calo." (Affonso Romano de Sant'Anna_Que País é Este?)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Ela amar a mim



Tenho que amá-la
e ela amar a mim
quando propuser a ela
e ela disSER sim.
pOSSO esperar um tempo
pra me aprazer por dentro
de ter a tinta em tela
PINTAda por aquela
ELA que amar a mim.
Se me amar asSIM
que seja ensejo ao fim
pois vou ser EU se for
um Homem do Amor
que faz de toDA DOr
um MEL sabor que for
para fazer das bOCAS
despejos em mil GOTas
do amor dELA
e a ela
o amor de mI´M
Pra eu amar a ela
e ela amar a mim
tanto amor SENtido
enFIM.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

singuLAR sOciedade

Nos trEchos tortuoSoS da VIEla,
ao encArar a vIda como é ela,
batem cOrações pela harmonia
de ESTarmos juntOS SOb sincronia.

Se a tua pele negra imPele paz,
uns brancos bERRAM sermos desIguais
por crerem tERMOS muitas diFEREnças
em um engAno tOrTo de aparênCIAs.

Somos irMÃOS TALhados em País
tolhIdo para o enTorno de paRis
enFartar-se em inSana vaIdade.

Se resPiramos o Mesmo ar pelo nariz
e o mEsmo baTIMEnto o faz FELiz,
vAMOs viVer em singulAr sOciedade.

sábado, 20 de novembro de 2010

UnA diversidad

das inVasões BÁRBAras que SOfremos
das humilhAÇÕES e a inSTRUMEntalização
LIQUIDIficaram a dignidade dos fraTERNOS
impleMENTARAM a selvaGERIZAção

CIVILizações fotemente insTiTuídas
foram cruciFICADAS a morrer.
Na ignorânCIA de SERem: "as esCOLHIDAS"
JUSTificaram o DIreito de os sorVer.

Mas os reTALHOS sEM Costura
deixados por eLes atrÁS da fortUNA
são feitos de Homens, são VoCê!

Nas muDANÇAS à éPOCA futura,
nas AÇÕES REALizadas por USUra
fazem o nosSO MUNDO aCONTEcer.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

do chORO à fúRIA


O choque congestiona o fluxo sanguíneo.
A cabeça erguida entra em declínio.
As pernas tremem, não aguentam o peso.
O mundo desaba todo e o deixa preso.

Nos OlhOs, já se observa o desatino.
A face rubra paralisa sem destino.
A boca seca mostra-lo surpreso
e o ombro, de pronto, deixa de ser teso.

Escorre, pela cara, lágrima salgada
com o gosto, amargo, da mulher amada
e desce ríspida à travada glote.

Como um antídoto à honra humilhada,
retorna do estômago feita em cusparada
e o faz erguer em busca do que o esgote.

sábado, 30 de outubro de 2010

PerDOE-me por asSim Ser

Tentando vislumbrar aspectos invisíveis
das mentes que agem dia-a-dia comestíveis,
percebe-se, na gente, muito mais humanidade
do que conseguimos demonstrar com vaidade.

Proponho pôr abaixo as nossas travas
pra reconhecermos, com o uso de palavras,
os princípios proeminentes que nos guiam,
podendo destronar os que entupiam

nossos canais de aparências absortas
que às vezes nos confundem, em contagotas.
Proponho nos abstermos do que se vê!

Pra sermos mais precisos ao que somos,
por mais que às vezes neguem o que fomos,
será mais realístico o nosso SER.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Flores do Concreto


Em meio à toda impossibilidade,
explode um arroubo da idade
a trincar o mais forte cimento
já que há nele água a contento.

Em instante inesperado se ramifica
de uma raiz mais que profícua
galhos esguios entre o bloqueio
para depois o quebrar ao meio.

Em cada escudo há substrato,
o suficiente para que o mato
possa em seu meio florescer.

Em cada esforço ante o trato,
haverá apoio a encher prato
fomento do fruto que virá ser.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

REtroVISORA

Há de haver penhasco pro abismo.
Sem onda, será surfista do sofismo:
ao optar pela premissa rosa
afogou o branco em presunção falaciosa.

Se se concentrar no lustre da embalagem
terá mesmo um vaso em bela imagem.
Mas veja o serviço que se propõe prestar
ou as bolachas do seu EU vão estragar.

Um recipiente não deve refletir
a não ser o que seja que sentir
à pena de lhe tornar a si exterior.

Se há sombras sem luz, vou intervir
pra não ver o que houver em seu devir
e só lhe ter de novo no retrovisor.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

EnTiTuLado

Tô com a boca cheia pra dizer
tudo o que eu guardei em mim.
Engoli a armadura por gemer
para lhe entregar um querubim.

Afeta a mim o medo de exceder
o que espera do futuro a que vim,
só me importa se quiser retroceder.
Vou sofrer todos os passos de um fim.

Mas todo fim é um modo inicial
de deixar efêmero os faros do final
para que possamos nos tatuar.

Maior do que tivemos em tempo tal
amores pra vivermos sem igual
é a proposta feita pra nos rejuntar.

sábado, 18 de setembro de 2010

DisTiNTurado

Aqui, dentro de mim, está guardado,
comprimido de um modo exaustivo,
os sentimentos de um sonho inacabado
e as dores de um delito omissivo.

A pressão dos olhares renegados
e os caminhos sinuosos adotados
são fuga à verdade e ao que sinto.
Tornam branco o sangue que foi tinto.

Meu corpo não se aguenta manter são
por agir em cada escolha à contramão
das vontades internadas de amargura.

Espero que a premente erupção,
antes que me  arruine em implosão,
destrua esta pálida e soturna armadura.

sábado, 4 de setembro de 2010

bestia cupidissima*

twanight.org

O temPO é escasSO e o espaço, amplo.
O prAzo é lAço e enganCha o pampo**.
o bERRO é surdo sem algum alcance
para que o ouvido mudo do UniVerso dance.

GalanTeia a nebulosa em destTino infante,
ela traz, ao eterNO, um singuLar instante.
Cada transição TRAÇAda para que avance
é passo D.A.Do. em falso à fortuito lance.

aFerir ferIdas de um pleno plAno
levará o homem ao estado insano:
a narcose de saber um objeto nulo.

Na movimentação esTática, no engano,
toda TeoRia traz, na cura, um dano
enTOAdo na gargAnta que, porTanto, engulo.


* bestia cupidissima rerum novarum  - animal ansiosíssimo por coisas novas.
**Pampo - rebento tardio de cana de açucar: pampos de cana caiana (Dicionário UNESP do Português contemporâneo)


- Princípio poético da Teoria da Nulidade Teórica Ampla.

DesFIADOR

Não sei o que sucede c'a PESSOA,
mas a nuança TENSA me afeiçoa.
o SURTO é, de fato, promissor infarto
e a angústia traz desejo anterior ao PARTO.

Nas DORES, é que há a falta de sabor
adocicado inerte do PRAZER que for.
Este, o VALOR supremo em disputa.
o PAI legitimado dos filhas da PUTA.

Deixe estar feliz para poder SOFRER.
Prescinda da essência, atrás do PODER,
mas saiba, vai pagar a CONTA um dia.

O déficit instalado por seu MAISquerer
o mundo INTEIRO pra lhe absorver
trucidará os ossos da sua COVARDIA.




Constatações de um Ameríncola Macambúzio


1- Se deus criou o (i)mundo em SETE dias e se passaram cinco MIL anos, como fazem CRER, ainda não se DEU conta de o consertar.

2- Pelo RESTRICIONISMO PROIBITIVO - o ordenamento jurídico deveria adotar o RESTRICIONISMO em relação à política de drogas, as atuais ilícitas. Destarte, seria eficaz a regulação do consumo em respeito às liberdades individuais com o comedimento necessário. Com efeito, resultaria no fim à PERMISSIVIDADE FALSAMENTE PROIBIDA da atualidade.

3- "a inquietação através da experiência e da crítica parece que se rompe de encontro a uma rocha profunda, ampla e inamovível de modelos consentidos de interpretação, de lealdades e práticas" (Jürgen Habermas)

4 - As ferramentas -extensões do homem (Macluhan) - ofertadas pelo consumo devem ser utilizadas para ampliar a potencialidade cognitiva humana e não, somente, para abrandar as angústias cotidianas.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Haver avulso

Às vezes vamos ver vitória
na vista vã da glória.
Mas vazam em via ao frenesi
as vinhas da carcinogênese.

Viés turvo de se enviuvar
no vasto vão a se envalvular
prum prover ovulatório à vida
virada às vestes de envaidecida.

Há de haver rastro de verdade
em vil verme da vontade
de vir viver avulso.

Há de haver viabilidade
ante o vento que invade
a verve só versada ao pulso.


*meus versos surgem à madrugada em viajante empreitada de deixar vagar a vida




terça-feira, 3 de agosto de 2010

Pretejar

Não levo o peito à cama
pra não me trovejar o coração.
No instante em que se inflama,
traz de volta ao mundo
                                              [solidão

Tremendos rodopios planam
nas voltas fervorosas do meu
                                                  [vão
Escuto os termos tímidos
das turbas tolerantes de então.

Esqueço-me do terço entoado
de um crente já desacreditado
por ter nos sentimentos 
                                             [a razão

Permito aos prantos parcos
verterem-se em mil cacos
pra darem, enfim, à Luz
                                              [Escuridão.


terça-feira, 13 de julho de 2010

ÍNDIOssynkrasía

O cérebro me escapa ao crânio
num ímpeto extracutâneo,
que a tripa toda extravasa.
Perdem-se todos os totens da casa.

Temido tiro em titânio
trespassa o espaço espontâneo.
Impetra-se o pombo sem asa
em órbita de nave da Nasa.

De súbito, um subterrâneo
intenta trajar-se de urânio
e troça do que lhe atrasa.

Num giro, verte-se vulcâneo
em retrocesso extemporâneo
e irrompe-se da aeropausa.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

MiNiMaMeNte NADA


A VIDA é pra viver
Sábado ou DORmiNgo.

É pra ViVer
em cada jiNgle
é pra rolar
o Nato ou griNgo.

A quem tá mal, Melhoras.
A quem tá bem, Penhoras.

É realmeNte perigoso.
Só que o Não viver
tá MORTO.

O que o faz preNder
o faz querer SER Solto.
Só quero o que quiser,
mesmo que o seu prazer
For ToSCo.

Se Não o for é Muito
e, se o For, é pouco.
Mas aPAReCER, aos poucos,
pode PAReCER, aos OUtros
um taNto OUsado.

Só que aos Mais asTUtos
o MuNdo já terá MuDADo.

As Mesmas peças pARCAs
vão escorrer Nas Marcas
as pARTEs, as pragas
da sua vIDA.

São todos VIvos
tenDeNtes SUIcídas.

Vamos viVer sem dó.
É o que espera a estrÊLA.
E o que POde querê-la?
Se somos SÓ seu pó.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

mariAmo

mari A amo
que Vamo
iluminar a cama
em Vela que chAMA

vem maria, ama
meu peito lhe chAMA
que seja meu rAMO
e que não me engano

é a mulher do ano
da vida
do peito

lhe'stamparei num pano
como ferida
em leito

d'um jeito
sem dano
a este sujeito

inSANO

terça-feira, 6 de abril de 2010

Amo-te até


Amo-te até.
Trazeres ternura.
Teres tonteira em tortura.
Tremeres.
Textura.

Amo-te até
trazeres um tanto de taras.
Teres tremores.
 Temores.
Encaras?

Amo-te até
Troçares de um trapo
Torceres extrato
Tentar um
Contrato

Amo-te até
Trincarem todos sapatos
Tocarem teus tatos
Amo
Nos atos

Amo-te até
Um tanto de fatos
Teus traços nos autos
Encantos
Incautos

Amo-te até
Se entornas trabalho
E tomam atalhos
Teus falhos
Retalhos

Amo-te até
Tonto em tabaco
Traquejo de fraco
Teus traços
Ataco

Amo-te até
Tiveres teus tinos
Intenso intestino
Tragares
Destino

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Parta-se

Nada é como esperamos.

Ao pedir paz, brigamos.

Ao brigar, reconciliamos.

Ao querer comer, inflamos

e ao chorar, secamos.

Assim que somos, sumimos.

Se quisermos sumir, assumimos.

Ao se limpar, suínos.


Pra não acontecer

é só imaginar.

Se quiser lembrar, esqueço.

O que tem nos pés, cabeça.

O que tem nas mãos, engessa.


Para fugir sem pressa

pare de roer a mesa.

Para almoçar, a sobremesa.

Ao desconstruir, firmeza.

Ao pesar, leveza.


O reencontro é a arte do desencontro.

Para unir, desate.

Para respirar, enfarte.

Para calar, reparta.

Se quiser ficar, se parta.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Ligamentos Rompidos



Estirados cabos desunidos
são fios quebrados, iludidos
de um dia acharem pontas
e porem em dia as suas contas.
...
O mecanismo por eles movido
estático, espera ser ouvido,
pois teme padecer no esquecimento
se permanece, assim, sem movimento.
...
Os sinais elétricos enviados
acabam de uma forma enervados
por não alcançarem o seu destino.
...
Por um rompimento enviesado
de o por, em terminais, encarcerado
resultam em gritante desatino.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Consigo Contigo Comigo

Poesia vencedora do concurso de Poços de Caldas 2009


 Entreguei meus sentimentos nas palavras,
as que estavam engasgadas na garaganta.
Você sabe muito bem, não tenho travas
e essa é a qualidade que lhe encanta.

O seu jeito espôntaneo me fascina.
Tão novinha e a cabeça lá pra cima.
Vive o dia a dia em rua errante
e flutua com suíngue inebriante.

Não quero mesmo apenas um momento,
que levaria pro infinito um leve vento.
O que quero consigo é mais que brasa!

Só quero mesmo é lhe ter comigo
e em cada chuva desssa vida ser abrigo
pra lhe acolher segura em minha casa.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Ñ+TV/Ñ+MVT/Ñ+MTV


MVT,
Ñ Vô TiVê
Como TeVi
Nem na MTV

Se Ñ TiVÉ 1 VT
P/ TiFaZê Vê o Q
TiVe PorTi

Ñ Vô Vê +
Nô C
A BLeZ Qia C
TVC
e TV
Só P/
MIM.

Ñ+TV
Ñ+MVT
Ñ+MTV

*bye bye sweet november

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Yo-Yo

Em cada pedaço meu deixado
no ir e vir de um iô-iô lesado
vai ficar alguma marca minha
e apagará toda amorosa linha.

Se sou brinquedo de pouco divertimento
é bom que me desligue sem lamento
que agora a bateria resta fraca
e em meio aos movimentos sempre empaca.

Se conseguir se lembre que o motor
que move os mecanismos trazem dor
pois, sim, tenho nervos nessa parte.

As articulações estragadas de calor
refletem o desgaste de um amor
paralisante e passível de resgate.

sábado, 21 de novembro de 2009

tRePiDante

Meu peito, tRePiDante, ainda questiona
a profundeza exata do hematoma
marcado de uma forma destoante
por erro cometido e já distante.

As dúvidas que bloqueiam os batimentos
são caos aos meus nobres sentimentos
nutridos por ti com insistência
em cada estalo dado à consciência.

Espero te rever em meu passado
num sonho delirante, vislumbrado
por te amar em cada hemoglobina.

Impulso para ser condecorado
 o nosso amor ao status de Estado
e tornar-te soberana concubina.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

ou TUDO ou NADA


Vamos M
.....E
.....R
.....G
......U
.....L
......H
.......A
.....R

no AR.AR.AR.

NADArrrrrrrrr

Viver no (vão)
Vir, Ver
em
Tão


Vem solid
FICAR

fazer rariV

VARÃO

Vem me MODIFICAR

e me fazer

F............Z
E......I
L

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Vasos Vazios


Se as flores da VIDA puderem indicar
como cura a FERIDA de uma mulher,
vão parar a descida do SANGUE que escorre
e sugar as ARGURAS largadas no AR.

As PAREDES controlam o espaço.
Seu LUGAR já não tem mais percalços
para se confortar.
Suas MEIAS deixaram seus PÉS.
Suas LUVAS lavaram ao invés de sujar.
Não há mais MOTIVO com que preocupar.

Um VASO VAZIO se enche de AR.
De AR frio se faz esse VASO.
Não há PASSOS partidos a dar

E se não conseguir encontrar,
vai seguir sem ter LAR
sem ser VASO
o VAZIO
[..........]

sábado, 17 de outubro de 2009

ArreBenta


nade a onda
ainda que: 
no nó do nada
ande onde
ando, endo,

indo...
à dona da duna desnuda
de banda da bunda benta.

ArreBenta
o tombo bambo
dos bobos brancos.

A barba branca bacana
acaba bancando
os cabras macabros
nas brocas
e cobram abraços
nas sobras braçais.

Os brios dos brancos
não sobem descidas
sadias
nos dias
c
a
í
d
o
s.

BamBamBam
DinDinDin
DunDunDun

Encerra acenando
cilada ao sarro
rosado
s
a
i
n
d
o
açoitado
no laço acirrado
dos donos
dos sonhos
sensatos.

A tosse estimada
destoa a toada

ATOA

nas tuas
[caladas gargantas]

Nem come
Nem janta

Nem coca
Nem fanta

Só fuça o percalço
com pouco eficácia
das fases fincadas

Vaza zanzando
o nada em palavra
na lavra
do nada.

Acabado.



sábado, 29 de agosto de 2009

Revolver


Somos a dúvida irresolúvel,
enrolados nas perguntas, intrigados.
Encasqueto nas esquinas destas quadras
e quadrados são, de fato, nossos lados.

Toda crise é um crime ao passado
que anistia, intenso, o seu futuro.
Cada passo dado em falso,
livra nosso corpo d'outro furo.

Os vazios penam em plenitude
e os detalhes encontrados amiúde
nunca explicam a totalidade.

Mas cada parte pífia nos ilude
em buscar a honra na saúde
de ter desprendimento da maldade.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

VICiosa


Em meu trajeto sórdido
surgiu em tempo sóbrio
seu ar de espaço estudantil
fui a mil

O desenho histórico destes prédios
abre a ponte dos remédios
pra me consolar

Não passo um tempo são aqui
por isso acho que me confundi
e acabo por ficar aqui
sem fim.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Qualquer um


Não sabe os ovos em que pisa.
Anda sobre os saltos, imprecisa.
Desliza.

Tudo que é vivo lhe estranha
e usa a todo modo a artimanha.
Apanha.

Em quase todas festas se isola
e olha ao largo seu olhar de esmola.
Embola.

O que se poderia esperar
se já não vai mais se controlar.
Azar.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Acidentar



Ainda sinto ser adolescente
com os sentimentos inerentes
a este estado febril.
...
Meu comportamento incongruente
em cada criação pendente
rompe os laços do meu fio.
...
Bate forte um motor no peito
o que move reto este sujeito
até algo o fazer estagnar.
...
Se as veias vierem interromper,
não pode mais se envolver
nos fluxos naturais da vida.
...
O seu nervo a se dissolver
e os músculos não vão envolver
qualquer função a realizar.
...
Suas idéias não podem prever
o que está para acontecer
em seu corpo a se adoentar.

sábado, 14 de março de 2009

PORN'alista


As pernas são melhores que teus textos,
minhas gírias não passam de pretextos
pra te levar pra cama, pra te consolar
pra nos teus peitos poder me afogar.

Tuas reportagens, todas enigmáticas,
trazem à tona tuas temidas táticas.
Tu fazes meus hormônios despertarem
e quaisquer outras notícias renegarem.

Te tornes, então, a branca lauda,
por mim, redigida e pronunciada,
pois que o editor não se mete.

Lide bem com as minhas orações, 
cheias de exageros e entonações,
pra te publicar na minha manchete.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Sobre o viver


Sacou sua arma
não quis dizer
o seu propósito

Mas disse ser
um ser inóspito
aos demais

Talvez perceba
que a sua vida
é um perigo

Quis fazer
o seu destino
IINTERROMPER

As suas veias
tirar as meias
e DESCANSAR

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Morenna


Teus cabelos lisos, morena
me encantam a vista, serena.
Tua pele esquenta pequena
traz glamour à cena.

Me adocicam em doses
teus olhos ferozes.
Não escuto as vozes
só o faço em goles.

Tuas pernas lindas, pretensas,
deixam as atitudes tensas
para ver se engrena.

Se tiveres chamas propensas
bote fogo nas diferenças
pra nos ajustarmos sem pena.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

DeFlagre-SE


Você de conceito formado
não deve ficar abismado
co'as contradições da vida.

Se eu estiver ao seu lado,
vou questionar animado
a sua tristeza perdida.

Diante de um mundo entortado,
não há como ficar parado
sem cutucar a ferida,
para entender a saída.

O meu falatório acabado
só cessará se enganado
pela dissuasão convicta:
não há explicação pra vida.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

LíRiCa


Teu nome é lírico.
Me lembro dos lírios
e dos meus delírios
sem te melindrar.
...
Te levo pra Síria,
te invento gírias
do meu lerear.
...
És o meu colírio,
sem ti não me viro,
não posso ladrar.
...
Tua boca é a mira
onde a minha pira
quer se eternizar.
...
Minha fera fira
os meus freios frouxos
para te enfrentar.
...
E meu peito em prantos
perde os seus encantos
se eu não te aBRAçar.
Originalmente postado em 07 de abril de 2008

domingo, 21 de dezembro de 2008

FaiFeiÑFi


_ Oh meu, cê viu que fita?
Os treco num foro
e os mano se trisca.
_Qui coisa hein loko.
Os cara soltaro o pipoco
i agora os nego nem pisca
_Nói num vai mai se vê
entaum desliga a TV
qui vô pegá pista.

É mai um nego atormentado da vida
engole o segredo
mai fai um enredo
PIROTECNIA

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Rumo ao infinito

Quero os teus braços e abraços.
Quero a tua mão e o coração.
Quero as tuas pernas, ternas.
Quero a tua sensação, então,
...
vamos construir a nossa vida
juntos. E nunca mais será igual.
Vens viver a vontade esquecida.
Vamos fazer o bem pro mal.
...
Endireita o meu ímpeto missionário
e acharei, em ti, meu dicionário
pras cartas que te escreverei, paixão.
...
Vamos devagar pelo início.
Me faze esquecer meu vício.
Tu serás meu universo, imensidão...

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Carente de carinho

O porta-retrato que você me deu
está posto em destaque em minha mesa.
entendeu minha posição de ser ateu
foi a minha amante mais firmeza.
...
Derramei lágrimas em sua carta
em momento mais dificil dessa rota.
Meu coração quase que enfarta
mas ampliou o diâmetro da aorta.
...
Sem você não teria resistido
e afirmei que teria investido
em suas doses inTensas de paixão.
...
Se tiver, um dia, mulher como você
não pensarei duas vezes em dizer
quero o seu o amor, imensidão...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

AMEríncola MACAmBúzio


Mesmo em uma maca,
vou macaquear esse marasmo,
o arremedo mórbido de um orgasmo,
o morrer meticuloso que os achaca.
................
Ao ranger estridente da faca,
vão tecer um texto de quiasmos,
vão condicionados como os asnos
 por temerem o toque da matraca.
..................
Nas relações, só nobres espasmos
da energia que se mostra fraca
é o que resta por desperdiçarmos.
................
Se passarmos por tantas catracas
sem, nessa Bossa, nos saborearmos
não seremos SERes, sacas?

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Poções de fel

Ao te extirpar de minhas entranhas
retirou-se de mim tuas artimanhas.
Te comportaste de forma ardil
e arranhaste o som do meu vinil.
...
Tenho tentado me dar com isto
e a cada vez que me reabilito
sinto uma extrema desproporção
das poções do teu fel rincão
...
Até vislumbro ter me livrado
do tronco onde fui açoitado
onde tive meu dom achacado.
...
Te perder me abriu ferida
mas me fez voltar à vida
bem mais forte pra lidar c´a lida.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

POLY.nésia

Apática, vc se foi.
A sua ausência dói
e o nosso coração corrói.
.........................

Sua presença inestimável
nos incrementou um nível
por nos fazer conhecer melhor
.........................
Você revelou nosso profundo eu
pois estar ao seu lado
nos deixou menos quadrados.
.......................
Porque você foi nessa?
Companhia polivalente a bessa
vai ficar sempre na cabeça.

domingo, 19 de outubro de 2008

PEGA não, PEGA nada


Eu colei em ti irmão.
Vamos causar diversão,
porque nessa roda viva
vale mais uma mente lasciva.

Prevejo uma doida canção
de tons nobres em dimensão
maior que a ação inclusiva,
minha grande paixão inclusive.

É nói na situação.
Vamo firmar união
pra fazer o mundo girar

Nós somos a fita em questão,
ganhamos na boa intenção.
Nós somos o nosso avatar!

domingo, 21 de setembro de 2008

Coisa lOuCA


Você me deixou estonteado
fui, por um dia amarrado
em suas fartas doses de beleza

Foi doce estar ao seu lado
ainda me sinto encantado
ainda falta, nos meus pés, firmeza

A sua boca dominou o meu olhar
e o seu sorriso sacudiu meu ar
que eu aspirei em ritmo profundo

Aspiro poder lhe reencontrar
em qualquer canto, em qualquer lugar
onde gravitacionar seu mundo.

sábado, 23 de agosto de 2008

ManoCômico


Ser um anjo em forma decaída
ter acesso sem saída à recaída
ver a vida de uma lida ladra
ser um quarto ao que se enquadra

Mitômano fulano de astros vastos
tem sempre as pedras nos sapatos
não se entende, nem levanta
e sente sempre o sopro de Amaranta

A dor que sente é sua nação
ela mesma o faz resistir
e move em solavancos, coração

Ele anda pelos cantos, por aí
só na fé de não crer em vão
nos confortos que ele vem a contrair


Amaranta
"Terceira filha de José Arcádio Buendía e Úrsula. Se apaixona por Pietro Crespi, assim como sua irmã, Rebeca. Esta arruma seu casamento, enquando Amaranta tenta interrompê-lo. Rebeca desmancha o noivado e se casa com seu irmão de criação José Arcadio. Pietro Crespi se apaixona por Amaranta, que mesmo apaixonada, não o dá esperanças. Tem uma relação amorosa com Aureliano José, seu sobrinho (filho do Coronel Aureliano com Pilar Ternera). Ao fim, mantém uma amizade com o Coronel Gerineldo Márquez, mas o esnoba. Morre virgem e com uma atadura na mão que carrega por boa parte da vida, fruto de uma queimadura em penitência que ela faz consigo mesma após o suicídio de Pietro Crespi." (Wiki)

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Beijing, Beijing...


Temos em comum o abismo social.
Temos crescimento exponencial.
Meu mercado come o que fabrique.
Nossa ascensão nos uniu no BRIC
...
Também vamos despontar com as Olimpíadas
lutaremos bravamente em noss´íliadas.
Vamos inverter o fuso d´Ordem Mundial,
a que faz de nós eterno bananal.
...
Nossos atuais chefes e substitutos
tornarão os vivos um tanto nefastos
para entenderem do que são no fundo.
...
Um dia sei que estaremos juntos,
seja nos heróis, seja nos defuntos
e vamos abalar o FMI do mundo

domingo, 3 de agosto de 2008

Fascínio

O seu jeito de falar me encanta
dá descanso longo à minha garganta.
Os meus olhos bailam em sua saia
e não ousam avistar as suas falhas.

Sua ousadia me paralisa
e o piloto automático me mobiliza,
isso contraria a natureza
de ser a dialética minha proeza.

Me leve contigo pro seu lar,
pois, quando do seu lado me fixar,
voltarei a expor meu raciocínio.

Não terei vergonha de anunciar
minha vontade de ser seu par
pra lhe dar muito mais que meu fascínio.